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Osteoartrite é a principal doença articular na rotina clínica de pets

Animais de meia idade e idosos são mais acometidos pela enfermidade

Quando as temperaturas estão mais baixas, a clínica veterinária passa a receber visitas de pacientes com sinais de osteoartrite (AO). De acordo com o médico-veterinário, cirurgião da Clínica Veterinária Honjo, em Cascavel (PR), Peri Mesquita Carneiro, um dos motivos que podem contribuir para que em períodos de frio seja notada piora do quadro clínico é que mecanismos fisiológicos como contrações musculares (tremor) sejam frequentes para auxiliar manutenção da temperatura corporal, essa situação aumenta a tensão nos tendões, gerando maior dor articular. 

Ainda sobre isso, o médico-veterinário cirurgião responsável pela DTB-VET I Cirurgia Especializada, Daniel Tonin Benedetti, afirma que as baixas temperaturas tendem a piorar a sensação de dor e rigidez articulares, causadas pela artrite e artrose. “As possíveis explicações seriam ao efeito físico do frio causando maior sensibilização das terminações nervosas nas articulações e mudanças da viscosidade do líquido lubrificante das articulações”, comenta. 

Essa doença, geralmente, aparece em animais de meia idade (5 a 7 anos) e idosos (acima de 7 anos) são mais acometidos por essa afecção, de acordo com Benedetti. Já para Carneiro, não existe pré-disposição de idade, raça ou sexo para ocorrência da osteoartrite, tendo em vista que está ocorre por diversos fatores que podem se originar em várias etapas da vida do animal ou ainda piorar com decorrer do tempo. 

“Por exemplo, a displasia coxofemoral e a displasia do cotovelo são bons exemplos de doenças que acarretariam a osteoartrite em animais jovens, por outro lado fraturas não tratadas ou má corrigidas levariam a uma doença articular crônica devido mudança da anatomia e ângulos das articulações sendo mais comum em animais adultos. Outro exemplo também mais frequente em animais adultos é a ruptura do ligamento cruzado cranial”, detalha. 

A abordagem correta do animal na clínica é importante para que tanto o diagnóstico quanto o tratamento sejam corretos. De acordo com Benedetti, durante a anamnese questões que envolvam os hábitos diários do animal são de suma importância. “Questionar ao tutor mudanças em seus costumes como deixar de subir em cama, sofá e escadas, se o animal permanece mais tempo deitado e ainda se tem dificuldades para deitar ou se levantar”, afirma. 

Leia a reportagem de capa da edição de julho na íntegra. Clique aqui

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.  

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