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Pele de tilápia age como curativo no tratamento de queimaduras de animais

Com custo baixo, traz diversos benefícios terapêuticos aos pacientes

Ano após ano a ciência realiza uma nova descoberta para beneficiar humanos e animais. Há alguns meses, foi possível conhecer uma nova técnica utilizada para tratamento de queimaduras: o uso de pele de tilápia como curativo biológico. 

A ideia surgiu em 2011, com o cirurgião plástico pernambucano, Marcelo José Borges de Miranda, após ler uma reportagem no Jornal do Comercio sobre piscicultura da Tilápia. Ele verificou que a pele era descartada e apenas 1% utilizada em artesanato. Logo depois, em 2014, médico, cirurgião plástico, presidente do Instituto de Apoio ao Queimado e coordenador da pesquisa da pele de tilápia, Edmar Maciel Lima Júnior, convidou Miranda para viabilizar este estudo no Ceará. 

Na mesma época, também convidou o pesquisador e diretor geral do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Prof. Dr. Manoel Odorico Moraes Filho. Após o início, a pesquisa alcançou 168 colaboradores das mais variadas áreas, sob a coordenação de Maciel. 

Maciel explica que a pele de tilápia possui uma grande quantidade de colágeno Tipo I, muito semelhante à pele humana. “Uma resistência à tração também semelhante à pele humana e melhor que as peles de outros animais terrestres utilizadas para queimaduras fora do Brasil. Além disso, um bom grau de umidade, fatores importantes para o processo de cicatrização”. 

A médica-veterinária, residente em Clínica e Cirurgia de Equinos, Sofia Cicolo da Silva, acrescenta que a pele de tilápia possui aminoácidos essenciais e possui propriedades bactericidas e fungicidas. Sofia trabalha no projeto “Avaliação clínica e histopatológica do uso da pele de tilápia (oreochromis niloticulos), como curativo biológico oclusivo em feridas em equinos na rotina clínica”, do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP). A pele de tilápia utilizada no projeto de Sofia é cedida pela equipe de Edmar Maciel, da Universidade do Ceará. 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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