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Pesquisa identifica perfil de quem agride e abandona animais no RS

De acordo com levantamento, 75% do agressores são do gênero masculino

Mesmo com inúmeros projetos e leis que visam diminuir a taxa de abandono e maus tratos aos animais de companhia, o Brasil engatinha para conscientizar sua população perante esses crimes. Com isso e em foco no estado do Rio Grande do Sul, a Médica Veterinária, Gisele Kronhardt desenvolveu uma pesquisa para identificar o perfil do agente agressor no território.

O projeto que utilizou como base de análise, entrevistas com médicos-veterinários, protetores de animais e ONGs, constatou que a partir das informações recolhidas, homens de 20 a 40 anos possuem maior probabilidade em agredir e abandonar animais.

Segundo os  380 questionários preenchidos e apurados somente em relação ao abandono, os cachorros são os animais que mais sofrem, contabilizando 88% dos atendimentos clínicos, enquanto gatos e outras espécies, representam menos de 7%. O estudo também levantou que os principais motivos para a ação são ocasionados pela velhice, doença e ferimentos. Porém causas que envolvam gravidez, comportamento indesejado, deficiência, compra por impulso e perda de interesse também foram citadas.

Perante os maus-tratos,  foi observado por meio dos 280 questionários preenchidos apenas por médicos veterinários, que a maioria dos atendimentos são a animais domiciliados (56,3%). Casos oriundos de rua compõem 37,7%.

Na formatação do perfil, o estudo reconhece que 75% do agressores são do gênero masculino e 25% do feminino. Onde as praticas mais comuns por homens estão o espancamento (63,3%), a privação de atendimento veterinário (62,8%) e o acumulo de animais (49,3%). Já no caso do gênero feminino, o acumuluo assume a primeira posição (64,2%), seguido pela privação de atendimento veterinário (61,9%) e pela privação de água e alimento (41,0%).

O estudo ainda esclarece as possíveis motivações dos agressores, com “negligência ou ignorância em relação ao bem-estar do animal” na primeira posição, com 69,6%, seguida de “o animal foi desobediente” (28%); “o animal mordeu ou ameaçou o autor ou um familiar” (20,1%); “o animal pertencia a um desafeto do autor” (19,1%); entre outras.

Fonte: O Sul, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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