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Pesquisadores acreditam que terapia com cães pode oferecer riscos

Super bactéria conhecida como Sarm é principal preocupação dos estudiosos

Diversos tratamentos terapêuticos vem aderindo a presença de cães no processo. Os resultados podem ser muito benéficos, principalmente com crianças. Entretanto, um estudo recente mostra que esse contato pode, também, oferecer riscos.

Para a pesquisa foram utilizadas 45 crianças em tratamento contra o câncer que interagiram com quatro cachorros durante treze visitas. As que passaram mais tempo com os animais apresentaram seis vezes mais chances de superbactéria conhecida como SARM.

Essa bactéria pode viver na pele durante a vida toda, sem causar problemas. Mas, se ela invadir a corrente sanguínea, pode causar uma ampla variedade de infecções: desde lesões simples de pele, como espinhas e furúnculos; até problemas graves que podem levar à morte, como infecção sanguínea ou pneumonia.

A bactéria está associada, nos Estados Unidos, a onze mil mortes por ano.  Por isso sua presença em pacientes com sistema imunológico frágil é tão preocupante. O estudo começou quando médicos do hospital universitário Johns Hopkins, em Baltimore, EUA, levantaram essa suspeita. Eles achavam que os cachorros poderiam ser um risco de infecção para pacientes com sistema imunológico enfraquecido.

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Médicos acharam o microrganismo em cerca de 10%
das crianças após as visitas dos cães (Foto: reprodução)

 

Mesmo com o resultado da pesquisa mostrando que a probabilidade de contaminação se torna maior, ela não relacionou a contaminação completamente aos animais. Já que eles chegaram limpos e sem a bactéria ao hospital. Mas acabaram sendo contaminados por outros pacientes quando estavam lá dentro.

A pesquisadora Kathryn Dalton, que trabalha no Hospital Johns Hopkins, afirmou que os protocolos hospitalares para cães de terapia exige banhos um dia antes da visita, verificação minuciosa de feridas, entre outros, mas que não estavam sendo rigorosamente aplicados.

Os cientistas pediram aos donos dos cães para banharem os animais com um xampu especial (que protege contra várias bactérias) antes das visitas, para que novas pesquisas fossem feitas. Após a adoção desse método, o nível de bactérias nos cães e de contaminação nas crianças caíram drasticamente.

Fonte: SuperInteressante, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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