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Prevenção é a palavra-chave para combater a brucelose canina

Muitos cães permanecem assintomáticos, dificultando o diagnóstico

A brucelose canina, causada pela bactéria Brucella canis, é uma doença infecciosa sistêmica, de caráter crônico e persistente, podendo causar comprometimento reprodutivo e articular nos animais acometidos. 

De acordo com a médica-veterinária, professora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo, Lara Borges Keid, a Brucella canis tem o cão doméstico como animal reservatório. Muitas vezes, a brucelose nos cães é erroneamente associada à presença de bovinos, porém, sua ocorrência em cães não depende do contato com bovinos. A brucelose bovina é causada por outra espécie de Brucella. “A brucelose canina é uma zoonose e infecções em seres humanos, decorrentes do contato com cães infectados, vêm sendo relatadas na literatura científica. Os médicos-veterinários, proprietários de cães e funcionários que trabalham em canis de reprodução são os principais grupos de risco para adquirir a infecção”, alerta. 

Outro fato que preocupa é que, por ser uma infecção de caráter crônico, os sinais clínicos, muitas vezes, só são observados vários meses ou anos após o cão ter adquirido a infecção. Importante assinalar que mesmo assintomáticos, cães infectados podem transmitir a infecção a outros animais. 

Sinais. “Nos cães não reprodutores, a infecção, geralmente, é assintomática. Alguns podem apresentar sinais oculares, como a uveíte, e sinais articulares, como a discoespondilite, em consequência da brucelose, mas estes sintomas parecem ocorrer em uma pequena porcentagem dos cães infectados. Nos cães machos, reprodutores ou não, pode ser verificada orquite, epididimite, prostatite, dermatite da bolsa escrotal”, comenta Lara. 

A veterinária ainda explica que, nas cadelas gestantes, a manifestação clínica mais comumente observada é o abortamento que, geralmente, ocorre no terço final da gestação. “Além disso, podem ser verificadas outras manifestações reprodutivas, como falhas de concepção, morte embrionária, filhotes natimortos, nascimento de filhotes fracos. É importante ressaltar que nem toda fêmea infectada aborta. Algumas cadelas podem abortar em uma gestação, mas apresentar gestações subsequentes normais, porém, os filhotes já podem nascer infectados”, aponta. 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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