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Profissionais comentam o tratamento do Tumor Venéreo Transmissível

Problema está entre os principais cânceres que acometem os cães

Recentemente, descobriu-se que o tumor venéreo transmissível canino (TVT) é a mais antiga linhagem celular somática conhecida, tendo adquirido 1,9 milhões de mutações somáticas ao longo de 11 mil anos, o que o torna a neoplasia mais antiga do mundo. 

Atualmente, o TVT encontra-se entre os principais cânceres que acometem os cães, apresentando maior prevalência em animais jovens, errantes, sexualmente ativos e sem raça definida, tendo sido citado pela primeira vez em 1820, por um pesquisador russo chamado Hüzzard e, novamente, em 1828, pelo médico inglês Delabere-Blaine. Desde então, continuou sendo amplamente estudado, mas foi graças ao relato do médico-veterinário alemão Anton Sticker, datado de 1905-1906, que o descreveu de forma detalhada, caracterizando-o como um sarcoma transmissível por células transplantáveis, que recebeu o nome de Tumor de Sticker ou sarcoma de Sticker. 

Quanto aos locais primários de implantação, em machos, as massas são frequentemente encontradas na base do pênis e/ou prepúcio e nas fêmeas, na região caudal da vagina, vestíbulo vaginal e junção vestíbulo-vaginal, porém, não é incomum, na rotina clínica, a presença do tumor em outras regiões anatômicas, devido ao hábito social dos cães de lamber ou farejar a genitália externa de outro animal, permitindo a implantação de células neoplásicas e o seu crescimento em sítios extragenitais, como cavidade bucal e nasal. Quanto à predisposição sexual, fêmeas apresentam maior incidência em comparação aos machos. 

Confira a bibliográfica completa do artigo:

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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