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Projeto “Empurrãozinho” oferece próteses para animais de companhia

Trabalho reúne acadêmicos da Facimed e alunos do IES, em Cacoal (RO)

O projeto “Empurrãozinho” foi criado para ajudar animais de pequeno porte a serem incluídos a uma nova vida e terem mais oportunidades de serem adotados. O trabalho é pioneiro no município de Cacoal (RO) e reúne acadêmicos dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Medicina Veterinária, da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (Facimed), e alunos do Instituto Educacioanal Soma (IES) na confecção de próteses e cadeiras para os animais com algum tipo de deficiências física e de locomoção. 

O projeto de extensão foi criado pelos professores Raphaela Trausula Gomes e Marco Antônio Souza Borges Netto. “Tivemos a ideia de envolver a Arquitetura e a Medicina Veterinária para criação e elaboração de próteses para ajudar a integrar os animais na vida cotidiana dos tutores. A princípio, estamos estudando geometria, um pouco de física e matemática. Os alunos do IES terão aula de anatomia e de software, já que, no futuro, serão feitas impressões em 3D das próteses. Esse é um trabalho que une teoria e prática”, destacou o arquiteto Marco. 

Juntos, acadêmicos, alunos e professores irão analisar a melhor maneira de confeccionar as próteses. No primeiro encontro no laboratório de Medicina Veterinária da Facimed, eles puderam conhecer a Dorinha, uma cadela que ficou sem os movimentos das patas traseiras devido à Cinomose, uma doença contagiosa provocada pelo Canine Distemper Vírus. 

Dorinha foi rejeitada em uma campanha de adoção por conta da deficiência. A acadêmica de Medicina da Facimed, Amanda Beleti, foi quem adotou o animal. A cadela será a primeira a receber a cadeira de rodas do projeto Empurrãozinho. “Já tinha a ideia de fazer uma cadeirinha para ela, só que, aqui na cidade, tive dificuldades para encontrar um local que fazia, procurei até em Ji-Paraná, fico muito feliz em trazer a Dorinha aqui e poder proporcionar isso a ela”, contou. 

Segundo a professora Raphaela, há uma grande necessidade de projetos como o Empurrãozinho. “Os animais que possuem deficiência, perderam movimentação, geralmente, são submetidos à eutanásia ou são abandonados. Queremos mudar esse quadro! Eles podem ser reintroduzidos na vida das pessoas. Os acadêmicos da Medicina Veterinária vão ajudar muito, pois eles conhecem a anatomia, comportamento e bem-estar do animal”, apontou. 

Fonte: Diário da Amazônia, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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