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Quadros de estresse podem potencializar doenças físicas nos felinos

Profissional mostra como evitar situações de risco ao gato

Nesse período de isolamento social, a rotina da casa se mistura entre afazeres domésticos, trabalho e lazer. Nesse turbilhão vivido por boa parte da população, os animais domésticos acabam com suas rotinas alteradas. Os gatos - que são animais mais territorialistas e têm a rotina muito bem definida por sua própria natureza - podem sofrer ainda mais.

O coordenador de Medicina Veterinária da Anhanguera Campo Limpo, professor Leandro Romano, elencou mudanças de hábitos dos gatos que podem ocorrer neste momento de pandemia e dá dicas importantes aos tutores.

Segundo ele, o gato é um animal que gosta de rotina. Portanto, eles acordam, brincam, se alimentam e dormem, normalmente, nos mesmos horários. "Em alguns casos, o local onde o gato dormia no meio da tarde, por exemplo, é onde o tutor está trabalhando agora, além disso a casa ficou muito mais movimentada: o animal, antes, ficava no silêncio e, agora, precisa enfrentar uma movimentação, crianças que não estão indo para a escola, tudo isso pode fazer com que o animal se sinta estressado", explica o Romano.

Sinais do estresse felino. Uma das formas que os gatos podem usar para demonstrar que estão estressados é se escondendo. Geralmente, debaixo de um móvel, dentro do guarda-roupa, onde ninguém vai ficar incomodando-o com facilidade. Outro sinal que o gato pode apresentar é a agressividade, mesmo para os animais mais dóceis. "O gato tolera que você o aperte uma vez, duas, mas vai chegar uma hora que ele vai morder, arranhar, como uma forma de defesa", complementa o docente.

Outro ponto a se atentar é esse: assim como em humanos, doenças emocionais podem se tornar físicas nos gatos. "É muito comum que o gato, que está em um constante estresse desenvolva cistite, que é a inflamação na bexiga. Alguns pets, por exemplo, começam a se lamber compulsivamente, arrancando os próprios pelos, outros param de se alimentar e a atenção deve se redobrar para aqueles com doenças pré-existentes, como doença renal crônica, FIV e FeLV, que são doenças infecciosas que deixam a imunidade dos gatos portadores mais baixa. Quando adicionamos o fator estresse, as doenças que estavam controladas, podem se agravar", afirma o especialista.

A melhor forma do tutor contribuir para que seu gato fique tranquilo é tentando manter sua rotina. De manhã, se estão mais agitados - geralmente acordam e ficam correndo - é a hora de dar um carinho, brincar, respeitando o momento do felino. "Quando o animal estiver dormindo, relaxado, evite mexer com ele ou tentar acordá-lo, porque isso o incomoda. Uma dica é colocá-lo em um local que se sinta abrigado, onde não tenha muito barulho e pessoas passando. Hoje em dia, existem, também, os feromônios sintéticos, que podem ser utilizados no ambiente para transmitir ao gato a sensação que o ambiente é seguro" completa.

Quando levar ao veterinário? É esperado que o gato tenha alterações de comportamento com a mudança de rotina, mas, se o tutor observar que se perpetuam por alguns dias, o ideal é levar ao veterinário para que seja investigado se pode haver alguma doença que deva ser tratada.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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