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Quarentena pode representar grande risco de obesidade para os pets

Animais ociosos tendem a comer mais e o excesso de peso pode reduzir seu tempo de vida

A condição clínica mais importante que afeta os pets do mundo todo é o sobrepeso e a obesidade: mais de 50% da população mundial de pets sofre com esses problemas. No cenário atual, com o distanciamento social e as atividades ao ar livre restritas, o pet pode estar menos ativo que o habitual e convivendo grande parte do seu dia na companhia da família, o que exige atenção dos tutores para que um quadro de obesidade seja evitado no futuro.

Como doença primária, a obesidade pode predispor ao surgimento de várias outras condições como diabetes, doenças osteoarticulares, dermatológicas, digestivas, entre outras. Mas, o perigo não para por aí. A partir de um estudo realizado pela Universidade de Liverpool e o Watham Science Institute, com mais de 50 mil cães do continente americano, de 12 raças diferentes, descobriu-se que, para cada uma delas, o sobrepeso estava associado com um menor tempo de vida. Em cães de grande porte isso significou uma média de 6 meses, enquanto raças pequenas representou cerca de 2 anos a menos.

As pessoas, de um modo geral, amam agradar seus pets oferecendo porções extras de alimentos, petiscos ou sua própria refeição, afinal, muitas têm o entendimento de que “comida” é amor, e esse é um dos grandes desafios na luta contra a obesidade. Estes hábitos, combinados a uma rotina de falta de exercícios, pode trazer consequências graves para a saúde do animal.

A médica-veterinária, gerente de Comunicação Científica da Royal Canin e representante de Waltham no Brasil, Natália Lopes, selecionou oito dicas que podem auxiliar o tutor a lidar com esse momento e aproveitar melhor o tempo em que todos estão em casa. “Um item importante é colocar sempre a refeição na quantidade correta recomendada, pesada em uma balança de cozinha. O tutor não deve colocar mais do que o necessário, pois, no período de ociosidade, alguns pets podem comer mesmo sem ter fome, o conhecido comportamento glutão”, destaca.

O cuidador também deve ter a função de avaliar se o pet está menos ativo que o habitual. “Se necessário, ajustar a quantidade das porções de alimento de acordo com o nível de atividade para evitar o ganho de peso. No rótulo da embalagem da ração, o tutor encontra a porção diária recomendada de acordo com o nível de atividade física praticado pelo pet”, indica.

De acordo com Natália, o consumo de calorias vindas de petiscos deve ser de até 10% da necessidade energética do pet, um cálculo que o veterinário do animal pode orientar. “É muito importante se atentar à tabela nutricional de cada petisco para que o consumo de calorias seja respeitado”, reforça.

O fato de o tutor estar em casa o dia todo, na visão da profissional, pode confundir o pet e levá-lo a desenvolver um comportamento pedinte. “É preciso mudar o hábito de oferecer alimento nesses momentos por oferecer carinho ou uma brincadeira. Além disso, o tutor deve continuar mantendo os horários habituais de suas refeições. A hora da alimentação também pode ser um momento para exercitar a mente e brincar com o pet. Uma dica é colocar o alimento em comedouros interativos que desafiam o pet a ‘conquistar’ sua refeição, além de diminuir a velocidade de consumo”, finaliza.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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