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Royal Canin explica processo de produção de alimentos pets

Segundo veterinária, é mito a ideia de que todo alimento manufaturado seja igual

A produção de alimentos para pets é sempre muito debatida entre os profissionais da Medicina Veterinária e tutores. No entanto, ainda existe uma ideia de que todo alimento manufaturado seja igual, mudando unicamente as marcas.

De acordo com a médica-veterinária e gerente de comunicação científica da Royal Canin Brasil, Natália Lopes, tal afirmativa não passa de um mito. “A qualidade dos alimentos manufaturados pode variar de acordo com a qualidade dos ingredientes utilizados, assim como com a inclusão de ingredientes funcionais específicos em sua fórmula, fazendo com que o alimento seja mais ou menos digestível. Ou seja, um alimento com alta digestibilidade apresenta maior absorção de nutrientes do que aquele com baixa digestibilidade”, explica a profissional.

Ainda segundo ela, o tutor também deve optar por linhas de alimentos específicos para as características de raça, idade, estilo de vida, porte e necessidades fisiológicas do pet. “Ao longo dos anos, consumir o alimento mais apropriado para a necessidade do pet garante a ele mais qualidade de vida, bem-estar e longevidade. Portanto, oferecer a nutrição correta e precisa também trará resultados positivos ao animal”, afirma.

Contudo, a regra é clara, é sempre indicado buscar a recomendação de um profissional de confiança para saber qual é a melhor opção de alimento para o cão ou gato. Ela também aconselha que “o próprio tutor entre em contato com as marcas fabricantes e faça perguntas que ele julgue necessário, como as relacionadas às medidas de segurança de produção, saber quem formula seus alimentos e onde eles são produzidos”.

Outro ponto ressaltado pela médica-veterinária é referente ao formato e tamanho do croquete do alimento: eles não são feitos de modo aleatório. “Dentro da Royal Canin, os croquetes combinam nutrientes precisos e balanceados com a anatomia do pet. O formato e tamanho da mandíbula e forma de preensão (como ele pega o alimento da vasilha) poderão ser considerados para o seu desenvolvimento, de forma que facilite a preensão e estimule a mastigação, conferindo tamanho, formato, textura e densidade específicos”, comenta.

Entre os benefícios dessa adaptação, estão a aceitação do alimento, saúde oral, controle de velocidade de ingestão e facilidade de digestão. “Podemos citar raças braquicefálicas, como o Pug, que tem mais dificuldade de preensão devido ao lábio superior ser mais espesso. Ou os gatos Persas, que pegam o croquete pela parte de baixo da língua. Um Yorkshire possui uma cavidade oral muito pequena e cálculos periodontais frequentes, sendo importante a penetração do dente nos croquetes”, contextualiza a gerente.

Para ela, a marca se dedica a estudar a habilidade de cada animal para desenvolver o formato do croquete que melhor se adapte ao estilo e característica de cada um.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD. 

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