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Segundo estudo, doxiciclina reverte perda óssea em animais

Parceria entre USP e Unesp realizou os testes da pesquisa em ratas

A procura pela cura da osteoporose tem sido realizada há um bom tempo entre os pesquisadores, no entanto, segundo estudo produzido pela equipe da USP campus de Ribeirão Preto e da Unesp em Araçatuba, um remédio comumente utilizado consegue reverter quadro inicial do problema, a osteopenia.

Publicado pela revista Scientific Reports, do grupo Nature, é levantado pela pesquisa que a doxiciclina paralisa a reabsorção óssea e, ao mesmo tempo, promove remodelação do osso em animais afetados pelo problema.

A iniciativa, de responsabilidade do pesquisador da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP, Fellipe Augusto Tocchini de Figueiredo, tratou um modelo animal de osteopenia (ratas) com 20 mg de doxiciclina (dose reduzida e voltada somente ao efeito anti-inflamatório, o que difera das 100 mg/dia, para efeito antibiótico), duas vezes ao dia. No resultado, foi revelado que após seis meses de tratamento a subdose do medicamento impediu a degradação e promoveu a formação de novo tecido ósseo.

De acordo com a pesquisa, o modo como a droga realiza o reparo ainda é incerto, mas o estudo sugere que a medicação leva minerais, como cálcio, magnésio e zinco, do soro sanguíneo para os ossos, enriquecendo-os. Dando uma espécie de complexo mineral para ficarem mais fortes.

Em publicação realizada pelo portal on-line da USP, a reversão da osteopenia no modelo animal foi animadora até pelo fato de os atuais tratamentos apenas pararem o avanço da doença. São resultados positivos, confirmados em 15 análises diferentes. Segundo o pesquisador é comum em outros países a utilização de subdoses da doxiciclina para tratamento de longo prazo (seis meses a dois anos) da doença periodontal, porém, ainda não se pode falar em segurança de uso do medicamento ou cura da osteoporose. 

O estudo ocorreu durante 60 dias, onde os animais foram expostos ao processo de medicação diária, e o pesquisador indaga que mais estudos e testes clínicos precisam ser realizados. 

Fonte: Jornal da USP, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD. 

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