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Sentido aguçado dos animais pode prever mudanças climáticas

Repouso, busca por esconderijo, hábito alimentar e e sons podem ser sinais

Com capacidade sensorial que a ciência ainda não conseguiu checar em total extensão, animais de diferentes espécies podem prever mudanças climáticas iminentes, ao menos é isso que relatos indicam.

Mesmo que ainda não se tenha nenhuma prova cientifica dos casos, o que se sabe é que diferentes espécies pertencentes à fauna terrestre reagem a sinais da natureza quando ocorre alguma mudança no clima. Em casos de furacões, por exemplo, que causam grande queda na pressão do ar e da água, animais passam a se comportar de modo diferente.

De acordo informações divulgadas na plataforma americana StormGeo, alguns fazendeiros do meio-oeste dos Estados Unidos afirmaram que sabiam da chegada de uma recente onda de frio que atingiu a região antes mesmo que ela fosse prevista oficialmente. Para eles, o aviso não chegou pelos meteorologistas, mas pelo comportamento de seus animais.

Segundo a fazendeira de bezerros Deanna Brennecke, os bovinos estavam comendo muito mais do que o normal e ganhando peso para se manterem aquecidos antes que as temperaturas caíssem. “Eles estavam se enchendo, e nós sabíamos o porquê”, afirmou.

Com as mudanças climáticas também foram observados outros comportamentos da fauna, como fuga e a prévia busca por segurança ao se esconder. Em um grupo de tubarões, após pesquisadores acompanharem a movimentação dos animais durante a tempestade tropical Gabrielle, em 2007, alguns indivíduos do grupo nadaram para águas mais profundas, buscando proteção da tempestade, antes mesmo que ela chegasse causando pressão barométrica.

Pássaros e abelhas também aparentam sensibilidade a essa queda de pressão, o que faz com essas espécies instintivamente cubram seus ninhos e colmeias. Já as andorinhas usam desse senso para determinar a direção segura para migrar.

Porém, o exemplo mais interessante levantado pela plataforma, é como o “cri-cri” de um grilo e a temperatura representam uma sintonia com as mudanças ambientais. Tal relação, afirma que o críquete funciona como um termômetro, é conhecida como Lei de Dolbear e ocorre por um aumento no metabolismo do grilo a sangue frio, que acontece quando a temperatura sobe e fornece mais energia para contraturas musculares ou, no caso do inseto, para o som caraciterístico.

Fonte: Clima Tempo., adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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