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Sintomas de doença renal surgem quando 75% da função renal foi perdida

Cuidados paliativos são essenciais para prolongar a vida dos gatos acometidos

A doença renal é uma das patologias mais frequentes em gatos. No caso da doença renal crónica, as ferramentas existentes são mais paliativas do que curativas. Daí o diagnóstico precoce fazer toda a diferença. 

O quadro é uma das patologias mais frequentes em gatos e pode surgir em qualquer idade. No entanto, é mais frequente em animais com mais de sete anos de idade. “É sempre importante a sua classificação com base nas guidelines da International Renal Interest Society (IRIS)”, afirma a médica-veterinária do Hospital Veterinário do Porto (Portugal), Joana Garrido. 

Reconhecer a doença renal em uma fase precoce, ou seja, antes dos sinais clínicos serem evidentes pode ser um desafio. “A dificuldade em obter o diagnóstico antecipadamente está relacionada ao fato de esta patologia se instalar de uma forma gradual e ‘silenciosa’”, explica Joana, que afirma que os sinais clínicos surgem apenas quando o dano renal já é superior a cerca de 75%. 

Neste contexto, os tutores desempenham um papel crucial, mas é preciso sensibilizá-los para a importância do diagnóstico precoce, instruindo-os para os sintomas a que devem estar atentos e sobre as medidas que podem instaurar em casa, de acordo com a profissional. “É importante a criação de programas de check-up veterinários regulares (semestrais) para avaliar a função renal”, orienta. 

Ferramentas paliativas. Após o diagnóstico, é hora de partir para o tratamento, sendo que, no caso da DRA, segundo Joana, é necessário tratar a etiologia primária (cálculo, tóxico, hipotensão, hipovolémia, pielonefrite, etc.) e corrigir as alterações já instaladas no curso da doença restaurando o equilíbrio hemodinâmico, eletrolítico e ácido-base. “A falha renal aguda pode ser tratada eficazmente e o animal ficar curado sem sequelas, caso a causa seja identificada e resolvida e o tratamento seja instituído nas primeiras fases de desenvolvimento da doença”, alerta a veterinária. 

Deste modo, o tratamento passa por fluidoterapia endovenosa adequada, diuréticos (furosemida, dopamina, manitol), correção das alterações de eletrólitos e de pH, hemodiálise ou diálise peritoneal e transplante renal. Quanto à DRC, embora não haja uma cura definitiva, o tratamento pode melhorar e prolongar a vida dos gatos acometidos ao retardar a progressão da doença. “Assim, a terapia tem como objetivos minimizar a acumulação de substâncias tóxicas no sangue, mantendo uma hidratação adequada, atentando à concentração de eletrólitos, a uma nutrição adequada e ao controlo da pressão arterial sistémica”, remata. 

Fonte: Veterinária Atual, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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