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Terapia Assistida por Animais é benéfica para ambas as partes

Ação auxilia na capacidade motora, emocional e social humana e potencializa o desenvolvimento dos animais

Wellington Torres, em casa

Wellington@ciasullieditores.com.br

 

Não é nenhuma novidade que o contato com os animais de companhia pode ser extremamente benéfico à saúde física e cognitiva dos seres humanos, já que essa relação transpassa eras. Com isso, muitos centros de tratamento terapêuticos e organizações voltadas à prática têm se unido. Mas será que, realmente, entendemos o que é e como funciona a Terapia Assistida por Animais (TAA)?

De acordo com a psicóloga coordenadora da ONG do Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas (Ateac), Helena Gomes, as TAA são atividades que terão o cão como mediador do processo. “Estas ações são montadas a partir da necessidade da pessoa que será atendida, ou seja, há um objetivo e avaliações para que o paciente tenha um significativo aumento de sua capacidade motora, emocional ou social”, explicou.

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Clínicas de idosos também são beneficiadas pela
Terapia Assistida por Animais (TAA)  (Foto: reprodução)

Dentre os benefícios da pratica, a psicologa salienta que varia de acordo com as singularidades de cada paciente. “Algumas pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), por exemplo, apresentam facilidade no contato e interação com o cão terapeuta (ou co-terapeuta), fazendo com que o profissional trabalhe com os vínculos, emoções e relações interpessoais por meio do cão”, contou.

 O que difere, por exemplo, de pacientes com alguma deficência motora, que demostram uma participação efetiva nas atividas lúdicas, como explicou Helena Gomes.  “Entre o cão terapeuta e o paciente há uma brincadeira, um momento descontraído, apesar de estarem aprendendo”.

Referente aos animais que realizam este trabalho, a ONG conta com um grande diferencial: os cães são da tutela de pessoas que também se voluntariam ao projeto, onde, após o treinamento dos voluntários, seus cães passam por testes de socialização e de comportamento.

Como os animais irão trabalhar em algumas instituições, como hospitais, clínica de idosos, Caps infanto juvenil e associações para pessoas com deficiências, é necessário o atestado de saúde, disponibilizado pelo médico-veterinário que o atende. Perante as raças, só há uma objeção: “Para a realização das intervenções não há raças específicas. No entanto, na Ong Ateac, não são aceita as raças que, pela lei, devem utilizar focinheiras”, mencionou a psicologa.

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Para a realização das intervenções não
há raças específicas (Foto: reprodução)

Ainda de acordo com ela, o animal que passar nos testes terá sempre um acompanhamento veterinário para que seja observado seu bem-estar. “É importante que o trabalho para o cão seja um momento de prazer, que goste e se sinta bem”, afirmou.

E como a interação é benéfica para ambas as partes, Helena também levanta que a socialização adquirida neste tipo de terapia pelo cão é de suma importância, pois quanto maior o contato com ambientes e pessoas diferentes, melhor o animal se desenvolve.

Contudo, neste momento de pandemia causada pelo novo coronavírus e devido ao afastamento social necessário para controlar propagação da Covid-19, os atendimentos realizados pela ONG não estão sendo realizados. “Alguns são em locais que não podemos entrar neste momento, como hospitais e clínicas. Com isso, aguardamos ansiosos o retorno, mas sabemos que o melhor, atualmente, é ficar em casa e aproveitar para brincar e abraçar muito nossos amigos caninos”, declarou.

 

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