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Transtorno de acumulação: o que seria esse problema?

Só em Belo Horizonte, estima-se que haja cerca de 400 casos

Um trabalho de levantamento, realizado pelas professoras do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, da Escola de Veterinária da UFMG, Danielle Ferreira de Magalhães Soares e Camila Stefanie Fonseca de Oliveira, em Belo Horizonte (MG), fala sobre o transtorno de acumulação. De acordo com Patroneck (1999), consiste como “aquele indivíduo que mantém muitos animais em um mesmo local em condições precárias, sem proporcionar-lhes o mínimo necessário para uma boa nutrição, saneamento e cuidados veterinários”.

De acordo com Danielle, geralmente, os animais estão em superpopulação e apresentam doenças, fome, insalubridade e até morte. “É importante salientar que a correta identificação de um caso de acumulação deve ser realizada por meio de uma avaliação multidisciplinar e não deve ser baseada somente na quantidade de animais abrigados”, salienta.

Sobre o levantamento realizado em uma região de Belo Horizonte, estima-se que que ocorra mais de 400 casos em toda a cidade. Em relação a isso, Camila comenta que três fatores fazem com que o número de pacientes com transtorno de acumulação possa estar aumentando no País: “1) A super população de cães e gatos no Brasil, decorrente da falta de políticas públicas e de recursos para o adequado manejo ético populacional de cães e gatos. O custo de uma intervenção é alto para o Sistema Único de Saúde e muitos casos recidivam se o acompanhamento não for realizado de forma sistemática; 2) As condições de vida de grande parte da população brasileira, que apresenta baixo nível de educação e falta de recursos para promover cuidados básicos pessoais e com seus animais, o que aumenta o abandono e os maus tratos; e 3) O isolamento social que permite com que pessoas acumulem objetos e animais sem serem percebidas pela família ou vizinhos durante anos, e quando se tornam perceptíveis pelo incômodo (mau cheiro, latidos, etc) o problema já está muito grave e de difícil resolução”, expõe.

Leia a reportagem completa na edição nº 248 da C&G VF. Clique aqui.

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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