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Veterinárias apontam perigos da medicação de pets sem indicação

Segundo elas, é alta a incidência, no atendimento de rotina, de animais intoxicados

Se engana quem pensa que é incomum animais chegarem aos consultórios de atendimento passando mal por conta de medicação administrada erroneamente pelo próprio tutor. Tal situação desperta uma grande dúvida aos profissionais da Medicina Veterinária:  é possível educar os tutores sobre o quão prejudicial pode ser essa decisão?

De acordo com a médica-veterinária, com especialização em Neurologia Clínica de Pequenos Animais, Raíza Von Ruthofer a “automedicação” de pets por parte dos tutores é uma atitude perigosa, praticada com extrema frequência, e, por isso, acaba se tornando um assunto abordado quase que na totalidade dos atendimentos veterinários.

“Existem, basicamente, duas situações envolvendo a “automedicação”: a primeira é quando houve uma intoxicação decorrente dela, isto é, quando a queixa principal é justamente uma consequência da prática, em variados graus de intensidade e acometimento; a segunda é quando a “automedicação” é apenas um achado na anamnese. Em alguns momentos, essa descoberta pode não ter ainda acarretado consequências mais graves ao quadro já instalado e serve como oportunidade de alerta e informação ao tutor a respeito do risco que essa prática oferece. Esse é o melhor dos quadros: quando temos tempo de alertar, antes de consequências surgirem”, explica a profissional.

Ainda segundo ela, infelizmente, é alta a incidência, no atendimento de rotina e, principalmente, no atendimento de emergência, de animais já com quadros variados de intoxicação, ou seja, com sinais causados justamente em decorrência da “automedicação”, ou ainda com quadro clínico agravado, isto é, um quadro pior do que o anterior à “automedicação”.

Como complementa a também médica-veterinária, especializada em Dermatologia Veterinária, Ludmilla Lopes Humig, a automedicação já é prejudicial para os seres humanos, no caso dos animais, que não podem se expressar, a situação pode ser muito pior. “Quando o animal apresenta sinais clínicos, às vezes, o problema está muito mais grave que a doença inicial”.

Para saber mais, leia a reportagem completa na edição de outubro da C&G VF. Acesse aqui. 

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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