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Veterinárias explicam a importância do protocolo de reanimação neonatal

Para realizar o processo, é necessário que o profissional siga algumas etapas

Estar preparado e ter conhecimento do protocolo de reanimação neonatal é indispensável aos profissionais da Medicina Veterinária que auxiliam na hora do parto de cães e gatos. No entanto, a ação que salva vidas demanda de algumas etapas importantes.

Para que não haja dúvidas, a médica-veterinária, doutoranda em Clínica Veterinária com ênfase em Neonatologia, Keylla Helena Nobre Pacífico Pereira, explica todo o processo. Segundo ela, o protocolo de reanimação neonatal deve seguir etapas de assistência logo após o nascimento. “Realizam-se estímulos para a respiração espontânea do filhote e, de acordo com a condição apresentada pelo recém-nascido, manobras ventilatórias e circulatórias podem ser iniciadas”, explica.

Orientada pela professora, doutora do Departamento de Clínica Veterinária da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia, Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu), Maria Lucia Gomes Lourenço, Keylla menciona que a maioria dos cães e gatos neonatos é capaz de iniciar e manter a respiração adequada ao nascimento, sem a necessidade de procedimentos reanimatórios. “No entanto, filhotes que passam por asfixia prolongada no útero ou no canal vaginal durante partos distócicos, ou, ainda, apresentam-se deprimidos pelos anestésicos administrados à mãe durante a cesariana, podem apresentar a síndrome do desconforto respiratório ou apneia persistente, exigindo procedimentos de reanimação. Além disso, filhotes prematuros, com baixo peso e malformações congênitas são pacientes de risco que, frequentemente, precisam de assistência ao nascimento”, acrescenta.

Ainda de acordo com Keylla, ao nascimento, o primeiro passo a ser realizado é remover os envoltórios fetais para manter as vias aéreas dos filhotes livres para respiração, bem como limpar fluidos que estejam na região oronasal, com auxílio de compressa/toalha seca e aquecida. As secreções da cavidade nasal e oral devem ser aspiradas com um aspirador pediátrico tipo pera, caso seja necessário.  A secagem do neonato deve ser realizada por fricção suave da região dorsal do tórax, abdômen e região genital com a compressa/toalha servindo também como estimulação tátil.

Para saber mais sobre o protocolo, como novos métodos e se há interferência por partos vaginais ou cesárias, leia a reportagem completa na edição de abril da C&G VF. Acesse aqui

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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