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Veterinários mostram como não confundir os sintomas da leishmaniose

Muitos dos sinais da doença são semelhantes aos de outras patologias

Uma doença zoonótica provocada por protozoários do gênero Leishmania spp. que se manifesta clinicamente pelas formas cutânea e sistêmica em diversas espécies animais e no homem. Estamos falando da leishmaniose. 

No homem, a gerente Técnica do Hospital Pet Care, Sibele R Konno, conta que ela se manifesta em quatro formas, visceral (LV), cutânea, mucocutânea e cutânea difusa. “A forma visceral é a mais grave e com alta letalidade quando não tratada. Sendo a Leishmania infantum chagasi responsável pelos quadros de leishmaniose visceral nas Américas e a Leishmania braziliensis e Leishmania mexicana, as principais causadoras dos quadros cutâneos”, declara. 

A médica-veterinária, professora doutora e coordenadora do curso de Medicina Veterinária da FZEA-USP, Trícia Maria Ferreira de Sousa Oliveira, acrescenta que a leishmaniose visceral causada por Leishmania infantum é uma zoonose importante no Brasil. Conforme mostra o mapa, com dados de 2015, da Organização Mundial da Saúde. 

A palavra leishmaniose é bastante ouvida, muitos a conhecem, mas podem, durante a rotina clínica, confundi-la com outras doenças, não dando o devido tratamento ou ainda, acontecer o inverso, confundir algumas patologias com ela, tratando ou até mesmo submetendo à eutanásia sem necessidade. 

De acordo com Sibele, a leishmaniose pode ser confundida, pelos sinais clínicos, com outras doenças infecciosas, tumores, doença renal, infecção urinária, dermatopatias alérgicas e doenças neurológicas. Conforme recorda a professora doutora do curso de Medicina Veterinária da Universidade de Sorocaba (Uniso), Andrea Cristina Higa Nakaghi, na leishmaniose visceral canina (LVC), as manifestações clínicas mais comuns são consideradas inespecíficas como febre, apatia, prostração, falta de apetite, emagrecimento e aumento de linfonodos. 

Ainda segundo ela, tendo em vista que os sinais clínicos são inespecíficos, a maioria dos sinais são comuns a quase todas as doenças infecciosas. “Sinais como emagrecimento progressivo, esplenomegalia, linfadenomegalia, lesões alopécicas assimétricas, ulcerativas, de difícil cicatrização em plano nasal, podem ser comuns a muitas outras doenças. Alterações como trombocitopenia, hipergamaglobulinemia, são sinais comumente encontrados na erliquiose, na cinomose, na babesiose”, explana. 

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Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD. 

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