Assine

WSAVA: Não há evidências de pets contaminados por novo coronavírus

No entanto, Associação indica cuidados aos veterinários e tutores

Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar sinal de alerta, onde todos os continentes relataram ao menos um caso do novo coronavírus em humanos, dúvidas têm surgido, principalmente dentro da Medicina Veterinária, já que muito se é especulado, principalmente, se o vírus pode ser passado aos/pelos animais de companhia.

Com isso, a Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA), responsável por fornecer educação continuada aos médicos-veterinários, assim como promover o bem-estar animal, compartilhando diretrizes, guias e documentos informativos para que os profissionais do setor tenham acesso a informações atualizadas sobre os mais diferentes temas, divulgou um documento para esclarecer alguns pontos sobre o vírus e a relação com os animais de companhia.

De acordo com a Associação, os coronavírus pertencem à família Coronaviridae, ou seja, ela é composta por diferentes tipos, que acometem e agem de maneiras divergentes. “Os alfa e beta, geralmente, infectam mamíferos, enquanto os gama e delta, pássaros e peixes. O coronavírus canino, que pode causar diarreia leve, e o coronavírus felino, que pode causar peritonite infecciosa felina (PIF), são alfas”, afirma o documento.

No caso do humanos, até o descobrimento do SARS-Cov-2, na cidade de Wuhan, na China, a WSAVA relata que os cientistas só possuíam conhecimento de apenas seis vertentes capazes de infectar seres humanos e causar doenças respiratórias, como o SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave) e o MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio). “O SARS-Cov-2 é geneticamente mais relacionado ao SARS-CoV do que ao MERS-CoV, ambos beta coronavírus com origem em morcegos. Embora não tenhamos certeza de que esse vírus se comportará da mesma maneira que o SARS e o MERS, podemos utilizar as informações dos dois prévios coronavírus para nos guiar”, explica o texto.

Perante ao atendimento veterinário, a WSAVA se juntou ao Prof. Scott Weese da Universidade de Guelph, Canadá, para sanar dúvidas frequentes e que possam auxiliar os médicos-veterinários ao lidar com as preocupações dos tutores. Onde, de imediato, relata que não há evidências de que o SARS-cov-2 possa infectar os animais de companhia, assim como não há evidências de que pets possam ser fonte de infecção do problema.

A ação também foi explicada pela co-presidente do Comitê Científico e membro do Grupo de Diretrizes de Vacinação, Mary Marcondes. "Como cães e gatos podem ser infectados por coronavírus (mas um coronavírus que não possui relação com esse novo coronavírus), e há a suspeita de que o vírus tenha sido transmitido ao homem por animais comercializados em um mercado na China, começaram a surgir informações incorretas de que os pets podem se infectar e transmitir a doença para humanos. Com isso muitos cães e gatos têm sido abandonados e mortos por medo da doença. Nosso papel, como Associaçāo, é evitar que isso continue a acontecer", afirmou à nossa equipe. 

Referente a evitar o contato com animais de estimação ou outros se estiverem doentes, a Associação pede que não os manuseie. A mesma explica que, embora não existam relatos que confirmem que animais estão adoecendo pelo novo vírus, a família Coronovidae possui outros tipos que podem causar problemas e se espalhar entre animais e pessoas. “Até que saibamos mais e caso esteja doente, evite o contato com animais e use uma máscara facial se precisar ficar perto, para protegê-los da possibilidade de transmissão da doença”, indaga o documento.

Caso o animal de estimação fique doente e esteja em contato com um humano infectado pelo vírus, é indagado pela Associação que contatar um veterinário é extremamente necessário, para que o mesmo saiba que o tutor estará levando a clínica um animal que foi exposto a uma pessoa com o novo coronavírus.

Em áreas em que o SARS-Cov-2 se encontra ativo, a WSAVA indica que o contato com os animais seja evitado para que a proteção dos pets seja realizada, visando a quebra de uma potencial disseminação da doença. E perante ao uso da vacina já existente do coronavírus canino, o documento deixa claro que ela não deve ser utilizada. “As vacinas contra o coronavírus canino disponíveis em alguns mercados globais destinam-se a proteger contra infecção entérica por coronavírus e não são licenciadas para proteção contra infecções respiratórias”. 

Para mais infomações, acesse o documento oficial aqui

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.