Assine

Novo exame detecta doença renal meses antes de diagnósticos tradicionais

Diagnóstico precoce já detectou 350 mil animais com suspeita da enfermidade

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Algumas doenças são silenciosas e não exibem sinais logo no início. Este é o caso da doença renal em animais de companhia, que acomete um a cada três gatos e um a cada dez cães no decorrer de suas vidas. Para o diagnóstico de doença renal, tradicionalmente, se utilizam uma combinação de testes, a qual inclui, dentre outros, a mensuração de creatinina, uréia, urinálise, hemograma e ultrassonografia. Porém, o Laboratório de Referência IDEXX (São Paulo/SP) conta com um teste que promete fazer diferença na saúde dos pets.

O Idexx SDMA é um teste exclusivo da empresa e já está disponível no mercado brasileiro. “Temos quase 80 laboratórios em todo o mundo e neles já foram realizadas mais de 5 milhões de análises de SDMA. Inauguramos uma unidade do Laboratório de Referência no Brasil, em outubro de 2016, e o teste está disponível desde o primeiro dia de operação”, conta a gerente de Laboratórios da IDEXX na América Latina, Aline Baumann da Rocha Gizzi.

aline idexx
A gerente de Laboratórios na América Latina, Aline Gizzi, conta
que o teste já identificou 350 mil casos da doença (Foto: divulgação)

A profissional explica que a dimetilarginina simétrica (SDMA) é um novo biomarcador renal que possui como principal diferencial a detecção precoce da doença renal em cães e gatos. “Os métodos tradicionais, como a creatinina, detectam a doença renal quando o rim já possui 75% de lesão renal e nosso teste é capaz de detectar o problema com apenas 25-40% de perda de função”, ressalta.

Dentre outros, a agilidade no diagnóstico é o maior benefício que o teste pode oferecer, como comenta Aline: “Ter a disponibilidade de um teste como o SDMA, que detecta doença renal até 48 meses antes que os testes tradicionais em gatos e 27 meses antes em cães, é fantástico, pois o médico-veterinário tem muito mais tempo para atuar no retardo do progresso da doença e dar mais qualidade de vida ao paciente”. Após o lançamento da empresa, o teste foi, inclusive, inserido no protocolo recomendado pela International Renal Interest Society (IRIS, Estados Unidos), sociedade respeitada internacionalmente para estabelecimento de protocolos e recomendações para diagnóstico, tratamento e monitoramento de pacientes com doença renal.

Aline revela que o exame que, em menos de um ano, identificou 350 mil cães e gatos com suspeita da doença, é um teste bioquímico realizado com uma amostra de sangue (soro, plasma com EDTA ou plasma com heparina lítica) e o animal deve estar em jejum alimentar de oito horas. “O teste é indicado para check-up anual, a fim de detecção precoce de doença, que, muitas vezes, pode ser silenciosa e o paciente não apresentar sinais clínicos. Além disso, é importante para investigação de afecções renais secundárias a outras doenças como cardiopatias, endocrinopatias, processos imunomediados, uso de drogas nefrotóxicas, entre outros”, menciona. Pacientes que possuem poliúria e polidipsia, sinais clínicos comuns de serem observados na doença renal e que apresentam outros testes de rotina ainda dentro da normalidade, também possuem indicação do teste, segundo Aline. “Após o diagnóstico, o teste tem um papel fundamental para estadiamento e monitoramento do paciente renal, com recomendação de repetição do teste a cada quatro ou seis meses ou conforme a necessidade clínica de cada paciente e orientação do médico-veterinário”, adiciona.

teste idexx
Teste detecta doença renal até 48 meses antes que os testes tradicionais
em gatos e 27 meses antes em cães (Foto: divulgação)

O exame de rotina, segundo a gerente do Laboratório, foi inserido sem custo adicional em todos os perfis que possuem creatinina nas análises encaminhadas para o laboratório da companhia. “Mas pode, também, ser solicitado isoladamente com um valor acessível”, comenta.

Aline afirma que análises inovadoras como essa fazem com que a Medicina Veterinária brasileira acompanhe a evolução diagnóstica laboratorial disponível globalmente, seguindo, com isso, as alterações de protocolos médico-científicos discutidos internacionalmente. “Com este avanço, o maior beneficiado é o paciente”, conclui.

Seja o primeiro a comentar
Seu comentário foi enviado. Aguarde aprovação.
Erro ao enviar o comentário. Por favor, preencha o captcha e tente novamente.