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Pequena cidade da Nova Zelândia pretende proibir gatos de estimação

Objetivo da nova proposta é proteger espécies raras de pássaros

Uma cidadezinha litorânea no extremo sul da Ilha Sul da Nova Zelândia, chamada Omaui, abriga raras espécies de aves e é lar de apenas 35 pessoas e oito gatos. Mas uma nova proposta de banir os felinos da localidade para preservar a vida selvagem nativa levantou a ira de alguns moradores amantes de felinos. 

A proposta levada ao conselho regional de Biossegurança e Biodiversidade proibiria, no médio prazo, os moradores de Omaui de terem gatos de estimação. A cidade não está sozinha na luta contra os gatos na Nova Zelândia: o País tem lutado longamente para proteger sua fauna nativa dos felinos e deseja eliminar, até 2050, todos os ratos e outros predadores não nativos. 

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Proposta diz que, uma vez que um gato morresse,
seus donos não teriam permissão
para substituí-lo (Foto: reprodução)

Um economista, Gareth Morgan, iniciou uma campanha em 2013 pedindo que o País inteiro se tornasse livre de gatos. A maior cidade, Auckland, está considerando um plano para eutanásia de gatos sem microchips que são encontrados em áreas de vida selvagem protegidas. 

Em Omaui, uma das cláusulas da proposta de banir os gatos implicaria em, uma vez que um gato morresse, seus donos não teriam permissão para substituí-lo. Se a política for aprovada, os donos de gatos terão seis meses para registrar os animais atualmente existentes no conselho regional, castrá-los e instalar microchips neles. 

Depois da carência de seis meses, nenhum novo felino seria permitido e famílias que se mudarem para a área teriam de se livrar de seus gatos antes. A apreensão dos gatos fora da lei seria um último recurso. Essa proposta é parte de um controle de pragas que prevê medidas de proteção contra 72 predadores.  

A gerente do conselho regional de Biossegurança e Biodiversidade, Ali Meade, disse que gatos representam risco real para a fauna única da Nova Zelândia, que evoluiu isolada dos mamíferos. “Eles cresceram com estranhos modos de vida, como pássaros que nidificam no chão e não podem voar, comportamentos ingênuos”, disse. 

Os hábitos de caça noturnos dos gatos implicam que o conselho regional não tem certeza sobre quanta carnificina eles provocam. Ainda assim, Meade disse que pesquisas em outros lugares da Nova Zelândia mostraram os danos causados pelos gatos. O conselho afirmou que a regra que obriga a castrar e microchipar gatos na vizinha Ilha Stewart, válida há uma década, ajudou a proteger o mais famoso dos pássaros nativos da Nova Zelândia, o kiwi. 

Morador do município, Mas Dean, disse que a comunidade não foi adequadamente consultada sobre a proposta e que as divisões haviam tornado as coisas na cidade "um pouco estranhas". Durante seus 35 anos vivendo em Omaui, Dean sempre teve gato e não gostou da ideia de Mr. Whiskers - seu atual pet - se tornar o último. "Se você perde os gatos, perde a capacidade de controlar os animais no mato. Eles fazem um trabalho maravilhoso mantendo a população de roedores sob controle", argumenta. 

Os 35 moradores da cidade têm oito semanas para dar um feedback sobre a proposta ao conselho.  

Fonte: Estadão, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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