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Plantões podem interferir na alimentação saudável de veterinários

Profissionais têm que cuidar da própria saúde para atender seus pacientes

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

A rotina de um profissional da área de saúde pode atrapalhar alguns setores de suas vidas por diversas circunstâncias. Horas a fio de trabalho, plantões, intervalo curto entre um atendimento e outro, pouco tempo de descanso, entre outras coisas, podem ser prejudiciais à saúde física e mental do médico-veterinário.

Por isso, no mês especial desse profissional, a C&G VF quer ir além dos assuntos e pautas rotineiras sobre os serviços por ele prestados e destacar o clínico como um ser humano que, assim como seus pacientes, também requer cuidados. Para isso, preparamos uma série de reportagens para despertar a atenção dos veterinários. Neste primeiro texto, falaremos sobre rotina alimentar e, na sequência, sobre a importância do sono e de exercícios físicos.

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Uma dica é o veterinário preparar marmitas
para levar ao trabalho, podendo escolher uma
dieta balanceada (Foto: reprodução)

A alimentação de médicos-veterinários é, facilmente, abalada diante da alta demanda de trabalho, fazendo com que o planejamento de uma dieta saudável seja fundamental. A nutricionista Funcional e Health Coaching, da Carevolution Consultoria Saúde & Bem-Estar (São Paulo/SP), Silvia Micelli, menciona, primeiramente, a ingestão de líquidos. “Estes são esquecidos devido horas de atendimento, então, o profissional deve se lembrar de estar sempre com uma garrafa de água ou chá para permanecer hidratado”, orienta.

Além disso, estipular pausas para almoço e jantar é um ato essencial e essas refeições devem ser compostas por alimentos leves e saudáveis, como verduras, legumes e carnes magras, segundo a profissional. “Se sentir necessário comer snacks em intervalos entre os lanches, o clínico deve optar por frutas, sementes, lascas de coco e barra de oleaginosas, observando sempre os rótulos dos snacks, pois a composição não deve conter excesso de sódio, corantes e conservantes”, frisa.

A alimentação inadequada pode oferecer desânimo e cansaço para exercer suas atividades diárias. “Estes são os primeiros sinais de que a saúde não vai bem. Assim, é de grande importância fazer avaliação periódica, exames de rotina e o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar (médicos, nutricionista, especialistas) para manter e preservar a saúde”, declara.

Sendo assim, a maneira mais eficaz de um veterinário desempenhar suas funções, mas sem deixar de se alimentar corretamente, é manter uma dieta saudável e, em determinados casos, quando há carências nutricionais ou aparecimento de doenças, o nutricionista responsável introduzirá o uso de suplementos. “Vale lembrar, ainda, que trocar uma refeição por um suplemento ou shake, por falta de tempo, irá acarretar danos à saúde. Isso não se deve somente em termos nutricionais, mas, também envolve aspectos psicológicos, como agravo ou quadros de ansiedade. Repor as energias, fazer a refeição pausadamente, com calma e harmonia, é a chave para o sucesso”, pondera.

Se o profissional seguir algumas dicas, pode tornar o hábito da alimentação equilibrada mais fácil. Fazer um planejamento para a semana pode evitar a fuga para alimentos prontos, com a qualidade nutricional inferior aos alimentos frescos. Além disso, quanto mais variada for a rotina alimentar, mais prazer e satisfação o veterinário alcançará. Isso leva a uma segunda dica que é priorizar a qualidade, incluindo arroz e feijão, legumes in natura e excluindo alimentos processados.

Reservar um dia para compras também pode ser uma boa ideia a fim de manter a qualidade da dieta e a despensa abastecida. Com isso, o plantonista ou clínico poderá preparar marmitas para levar ao trabalho, o que lhe dá o “poder” de controlar o nível calórico.

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