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Procedimentos sobre Leishmaniose são descritos em nota do Simvet-RS

Mosquito transmite zoonose para cães e para o homem

O Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet, Porto Alegre/RS) emitiu nota técnica alertando os profissionais sobre os procedimentos nos casos de Leishmaniose Visceral Canina, zoonose atualmente diagnosticada no Estado do Rio Grande do Sul. Conforme o documento, o médico-veterinário deve coletar sangue para teste sorológico dos animais suspeitos, dos que estão em zonas endêmicas e dos que receberão a vacina preventiva.  

O Simvet-RS lembra que a Leishmaniose é uma doença grave, de notificação obrigatória ao serviço de vigilância sanitária do município onde houve o caso, conforme a portaria do Ministério da Saúde número 204/16 e Instrução Normativa do Ministério da Agricultura número 50/2013. Caso o resultado seja positivo, são autorizadas as três alternativas, que devem ser decididas junto com o tutor do animal acometido pela doença. Uma delas é a eutanásia, conforme a Resolução nº 1000/2012 do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF), seguindo orientações do Serviço de Vigilância em Saúde no município para orientação deste procedimento e posterior cremação.  

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Existem três alternativas, depois do diagnóstico, que
devem ser decididas junto ao tutor do cão (Foto: reprodução)

Além disto, pode ser feito um tratamento individual com medicamento de uso veterinário autorizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), com responsabilidade do tutor e acompanhamento constante do médico-veterinário. O documento ressalta que o uso da coleira repelente é obrigatório para os cães tratados. Conforme a nota técnica, o tratamento com esse medicamento não leva à cura parasitológica e o animal continua sendo portador do protozoário (Leishmania chagasi) mantendo o risco de transmissão. 

A terceira alternativa preconizada pelo Simvet-RS é a vacina preventiva contra a Leishmaniose seguindo o protocolo de teste sorológico prévio. No caso de resultado negativo realiza-se a aplicação de três doses com intervalos de 21 dias entre elas e revacinação anual na data da primeira dose. Cabe ressaltar que a vacinação não garante 100% de imunidade, podendo o animal contrair a doença mesmo após ser vacinado. 

O Sindicato reforça, também, que o uso da coleira repelente dos mosquitos Flebótomos é importante na prevenção da doença. A Leishmaniose é uma zoonose transmitida para os cães e para o homem pelo mosquito Phlebotomus (mosquito-palha). A doença não é transmitida de um cão infectado para outro sadio, e uma vez doente ele não oferece risco para outros animais e nem mesmo para o ser humano. O contagio não se dá diretamente de um cão para outro ou para o homem e sim somente pela picada do mosquito. 

Leia uma discussão sobre tratar ou não animais com Leishmaniose.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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