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Profissionais mostram como ajustar tratamentos ao bolso do tutor

Fator principal é o diálogo entre as partes para adequar o atendimento

Infelizmente, nem todos os tutores têm condições de arcar com as despesas médicas-veterinárias, que podem ser tão salgadas quanto as lágrimas que escorrem de seus olhos ao conviver com o sofrimento do animal. Nestes momentos, como o médico-veterinário deve conduzir o atendimento?

A médica-veterinária que atua na área de dermatologia, Cristina Sartorato, acredita que a importância maior em relação aos custos de um tratamento dermatológico esteja relacionada à grande frequência de casos crônicos de doenças incuráveis, tais como a Dermatite Atópica ou doenças imunomediadas, como o Pênfigo e o Lúpus. “Nestes casos, além da medicação sistêmica, o tutor precisa contabilizar os gastos com exames de rotina para acompanhamento da doença e tratamento”, pondera. O controle da doença, bem como o ajuste e acompanhamento da terapia, como menciona Cristina, é fundamental para que seja possível garantir o sucesso de qualquer tratamento, principalmente nos processos crônicos.

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Acesse Zoom e confira na íntegra a opinião dos profissionais (Foto: C&G VF)

O preço de terapias que melhoram a saúde dos animais de companhia é algo muito relativo, na visão do médico-veterinário oncologista, Rodrigo Ubukata. “Vários fatores influenciam na percepção dos valores pelos tutores. Muitas vezes, aquilo que podemos julgar como ‘caro’, para aquele tutor não é. Precisamos estar atentos a isso e nunca julgar o que um tutor faria ou não pelo seu animal, que, muitas vezes, é sua única família”, considera.

Todas as atitudes do profissional também devem ser tomadas com cautela, na visão de Cristina e, primeiramente, o veterinário nunca deve julgar o quanto o proprietário pode gastar com o tratamento. “No momento da prescrição, converso com o tutor sobre o que considero o tratamento ideal para o caso e, juntos, tentamos adequar a proposta à realidade da família em que o animal está inserido. Isso fortalece a cumplicidade e compromisso com as escolhas realizadas, aumentando a adesão ao tratamento combinado”, exemplifica.

O assunto foi debatido em profundidade na edição de dezembro da revista Cães&Gatos VET FOOD

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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