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Profissional garante que diagnóstico precoce previne câncer em pets

Tutores devem saber a relevância de exames periódicos com veterinários

Por existir diferentes fatores envolvidos no surgimento de neoplasias em cães e gatos, a prevenção é a melhor maneira de evitar o câncer, como comenta a oncologista veterinária do Hospital Veterinário Intensiva (HVI, Curitiba/PR), Aline Iara Franciosi. De acordo com ela, o diagnóstico precoce é fundamental. A castração de fêmeas antes do primeiro cio e o cuidado com a exposição ao sol nos horários com incidência maior de radiação também são cuidados importantes para prevenir o câncer de mama e de pele. 

Segundo a veterinária, assim como a oncologia em seres humanos enfrenta o desafio do diagnóstico tardio do câncer, os animais passam pelas mesmas dificuldades. Ela frisa que é importante a conscientização dos donos de pets sobre a relevância de exames periódicos e de diagnóstico precoce da patologia, destaca Aline. “O acompanhamento do clínico é essencial desde os primeiros meses de vida do animal, quando os tutores recebem orientações sobre vacinação, alimentação e cuidados gerais”, explica.  

Aline conta que esse acompanhamento a partir dos sete anos de idade é fundamental porque a probabilidade de surgir uma neoplasia é muito maior. “Então, é importante que não seja feita só a vacinação anual, mas um bom exame clínico, com exames de sangue e, dependendo do caso, exames de imagem também para avaliação geral. Muitos casos que tratei tiveram bons resultados por ter sido feito o diagnóstico precoce”, destaca. 

oncologista
O mastocitoma é muito comum na
raça labrador retriever (Foto: divulgação)

A veterinária afirma que o tratamento adequado traz benefícios tanto na qualidade de vida do animal como no aumento de sua expectativa de vida. “Com o tratamento adequado será possível ter o controle e, muitas vezes, até a cura do paciente”, garante.   

De acordo com a profissional, todas as neoplasias estão associadas a mutações genéticas que fazem com que as células se multipliquem desordenadamente. “Essas mutações têm maior chance de acontecer à medida que os animais envelhecem e seu sistema imune passa a não funcionar tão bem. Animais jovens podem ter neoplasias, mas elas são muito mais comuns em idosos, a partir de sete anos”, esclarece.  Alguns tipos de câncer têm grande influência do fator hereditário, que está associado a genes defeituosos transmitidos pelos pais, e podem ser observados em neoplasias associadas a determinadas raças. “O mastocitoma é muito comum na raça labrador retriever”, exemplifica. 

A oncologista acentua que o HVI tem registrado um aumento em diagnóstico precoce. “Além de profissionais competentes e qualificados, o hospital conta com uma estrutura adequada para a realização de procedimentos. Há, também, internamento e UTI para suporte e controle da dor em tratamento seguro de neoplasias agressivas”, menciona.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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