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Quem está por trás dos flashes pet da National Geographic?

Vicent Musi atuou nos últimos 20 anos pela revista e conta sua história

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

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Vicent Musi é fotógrafo profissional
há 37 anos (Foto: divulgação)

As fotos bonitas, engraçadas e fofas de animais de estimação carregam uma história por trás. Técnicas, profissionalismo e criatividade movem o fotógrafo Vicent Musi, que trabalha profissionalmente há 37 anos e, nos últimos 20, atua como colaborador da Revista National Geographic.

Musi já registrou muitas coisas do cotidiano e realizou inúmeros ensaios temáticos como todo bom fotógrafo. Mas, os animais cativos, exóticos e domésticos o conquistaram e são neles que ele foca suas lentes há 11 anos. “Fui contratado pela revista para produzir uma história sobre percepção do mundo animal, em 2007. Gostei do trabalho e continuei ‘perseguindo’ os animais”, conta.

O profissional conta que a iniciativa de passar a publicar fotos de cães em sua conta no Instagram foi bem recebida por seus seguidores. “Tem sido muito divertido receber mensagens e fotos de todo o mundo sobre meu trabalho”, compartilha.

A parte técnica de produzir esses retratos que ninguém vê, mas está ali por trás das câmeras, é mencionada pelo fotógrafo: “Todos os animais com os quais trabalhei são únicos e cada um deles exige muita paciência e um pouco de sorte para fotografar. Utilizo um truque que ‘facilita’ meu trabalho: eu canto para eles, ocasionalmente”, revela.

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Às vezes, o profissional canta para
os pets (Foto: divulgação)

Essa carreira também ofereceu a oportunidade de Musi fotografar alguns animais famosos e inteligentes e ele destaca um, em especial: Alex, um papagaio africano nascido em 1976, que ficou conhecido por ser utilizado em um experimento psicológico em três instituições de ensino, como Universidade do Arizona, Universidade de Harvard e Brandeis. A singularidade do animal não só se baseava em sua capacidade de aprender nomes de objetos individuais, mas, também, de identificar os objetos e suas cores, independentemente da sua forma. “Ele e eu passamos uma tarde juntos. Alex não podia simplesmente falar, mas fazer perguntas e contar até sete”, lembra. Em setembro de 2007, lamentavelmente o bicho morreu e o New York Times publicou seu obituário, como menciona Musi.

Dos pequenos aos grandes. Após a experiência acumulada com o trabalho na National Geographic, Musi também faz umas adaptações de animais de companhia para alguns maiores, como é o caso de sua série intitulada “Big Cats”. O fotógrafo utiliza um fundo preto e tira fotos de leões, leopardos, tigres e outros felinos. Seu objetivo é destacar os detalhes como bigodes e dentes desses bichos.

O profissional reflete sobre os pontos mais difíceis que se deparou dentro do projeto. "Não fazemos fotografia que ponha em perigo um animal, mas, para o fotógrafo, é sempre um jogo justo para se sentir cheio de vida com medo dele. Os detentores dos animais chamam isso de ‘enriquecimento’”, declara. Segundo ele, é possível aprender seu lugar, percebendo que somos apenas alimentos para estes predadores, muito rapidamente. “Eu acredito que a arte de produzir fotografias faz as pessoas se preocuparem com coisas sobre as quais elas não se atentavam antes”, finaliza.

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