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Roer ossos pode ser benéfico para cães, mas ação precisa de supervisão

Além de ser altamente nutritivo, hábito também pode relaxar os pets

Pesquisas mostram que os cães modernos são descendentes dos lobos que, por sua vez, também são descendentes de outros antigos animais caninos que começaram a viver e caçar em bandos, há cerca de oito milhões de anos. Esses antigos ancestrais eram classificados como “hypercarnivore”, bichos que têm uma dieta composta por, pelo menos, 70% de carne. Com o tempo, esses animais desenvolveram dentes e mandíbulas fortes, o suficiente para permitir que eles comessem presas maiores. Esses dentes fortes foram passados ​​para cães modernos, fazendo com que eles tenham a capacidade de comer qualquer parte de suas presas, incluindo os ossos. Além disso, existem muitas outras razões para os cachorros adorarem os ossos. Entre elas, está o sabor.

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Ossos artificiais são alternativas para
evitar riscos aos cães (Foto: reprodução)
O osso tem sabor que agrada os animais, mas também é muito nutritivo. A medula óssea é rica em gordura e cálcio, sem falar na proteína presente nos pedaços de carne que, muitas vezes, são deixados nos ossos. O ato de mastigar ossos também é muito prazeroso para os cães, pois alivia o tédio, satisfaz seu desejo inato de mastigar e também estimula a liberação de endorfinas.

Além dos benefícios nutricionais e emocionais, a mastigação dos ossos também ajuda na saúde bucal dos pets. Já que os ossos raspam nos dentes e a placa bacteriana acaba sendo removida, ajudando a reduzir o acúmulo de tártaro.

Mas nem tudo é positivo. Alguns médicos-veterinários acreditam que nem todos os cachorros têm os dentes e a mandíbula rígidos o suficiente para mastigar todos os tipos de ossos, fator que eleva o risco de quebrarem os dentes. Outros problemas, como estomacais e infecções resultantes de fragmentos ósseos que perfuram o estômago e os intestinos, também podem ocorrer.

A recomendação é que os cães sejam supervisionados quando estiverem mastigando ossos. Também é importante que os tutores tenham cuidado com os tipos de ossos que dão, já que os cozidos, por exemplo, acabam ficando frágeis e mais propensos a se quebrarem quando mastigados.

Fonte: Tricurioso, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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