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Sociedade Brasileira de Geriatria Veterinária é apresentada durante CBA

Entidade, idealizada em 2017, chega com diversos propósitos para o setor

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

Uma área ainda em expansão dentro da Medicina Veterinária, mas que conta com representantes em vários Estados do País: a Geriatria Veterinária. Área extremamente importante e voltada aos cuidados e atendimentos de animais idosos, exige dos profissionais ferramentas e conhecimentos para prevenir doenças, oferecer maior qualidade de vida aos animais de companhia e, não menos importante, longevidade.

Pensando na importância dessa aba da profissão, em novembro de 2017 foi idealizada a Sociedade Brasileira de Geriatria Veterinária (SBGV), após um questionamento do profissional de oncologia, Cadu Rocha, sobre a criação de uma sociedade para que, com o tempo, houvesse reconhecimento como uma especialidade. Isso porque, para ser reconhecido como uma especialidade na área, é preciso estar em, pelo menos, três Estados e com membros ativos.

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Durante a cerimônia de apresentação da SBGV,
foram mencionadas as principais metas
da entidade (Foto: C&G VF)

Quem narrou a história é o presidente da SBGV, Enore Massoni, durante a cerimônia de apresentação da Sociedade, no 39º Congresso Brasileiro da Anclivepa (CBA), no dia 07 de junho. Massoni revela que os objetivos da entidade é reunir os profissionais e estudantes interessados na área de geriatria com o propósito de estudar, cada vez mais, a Geriatria Veterinária. “Também desejamos produzir conteúdo e material científico, além de, no próximo ano, realizarmos a apresentação de trabalhos científicos”, disse.

Fora isso, organizar cursos, simpósios e congressos também está nas metas da Sociedade. “Por isso, é essencial nossa presença em todo o território nacional”, atesta Massoni. O estatuto da SBGV foi baseado no de cardiologia, segundo o presidente. “Eles têm um cargo chamado ‘diretor de regionais’, então, por região, eles têm um representante. Resolvi dissolver esse cargo e passar essa função para todos os membros da sociedade. Quem for membro vai ter voz para falar pela sociedade, fazendo com que cada um de nós tenha a mesma importância”, avaliou.

Entre as metas a serem cumpridas, estão, então: estar presente em três Estados, completar 5 anos de atividade e organizar um simpósio ou congresso para ser vista pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF), de acordo com Massoni. “Mas, acima de tudo, precisamos ser um Sociedade ativa, pois não adianta nada estar fundada, funcionado e não gerar nenhum conteúdo”, atestou.

Observando as necessidades. “Eu recebo animais que vêm de outros profissionais, sendo a maioria é idoso e, por isso, precisamos estabelecer conhecimento sobre animais geriatras e daí a importância da especialidade. Hoje, é definido o que é o geriatra, por diversas instituições internacionais de veterinária, levando em consideração os estágios de vida. O segundo passo é saber o que temos que fazer com o geriatra”. Essas foram as primeiras palavras do membro emérito da SBGV, Hélio Autran, na cerimônia.

A medicina geriátrica, em sua visão, é pensar no animal como um todo. “Qual é o envelhecimento que acontece? O que isso leva ao paciente? Quais problemas que ele vai ter e como eu minimizo. Temos que questionar essas coisas”, destacou e adicionou que é preciso pensar em medicina geriátrica, como uma coisa completa, uma medicina holística. “Temos que levar em consideração todos os problemas que o animal tem, que é qualidade visual, auditiva, de movimentação e de disfunção cognitiva e mudar o nosso conceito de sofrimento e dor”, adicionou.

Para Autran, é importante, do ponto de vista da organização, que se esteja começando uma Sociedade de Geriatria. “Isso é o próximo passo e precisamos de motivação, pois não é fácil, mas precisamos divulgar o conhecimento. É necessário mudar a atitude das pessoas e fazer com que elas entendam que geriatria é diferente de cardiologia, que é diferente de Medicina Interna. Trata-se de uma especialidade em si e é uma especialidade que tem muito a oferecer para os tutores de cães e gatos, com um diferencial importante que a Sociedade vem para acrescentar”, declarou.

Os nomes que compõem a diretoria da SBGV são:

Presidente: Enore Massoni (Sorocaba/SP)

Vice-presidente: Caroline Konflanz (Canoas/RS)

Secretária: Bianca Cacciacarro (Sorocaba/SP)

Segunda secretária: Raísa Averbuck (Bento Gonçalves/RS)

Tesoureira: Lucélia Rizzo (São João da Barra/RJ)

Segunda tesoureira: Karime Venâncio (Rio de Janeiro/RJ)

Diretor científico: Celso Soares (Sorocaba/SP)

Segunda diretora Científica: Caroline Lemos (Porto Alegre/RS)

Diretora social: Camilla Chaves (Salvador/BA)

Segundo diretor Social: Jonatas Breunig (Dois Irmãos/RS)

Segunda diretora Social: Camila Landim (Presidente Prudente/SP)

Diretor de marketing: Isaac Pacheco (Palmas/TO)

 

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