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Terapia com célula-tronco auxilia tratamentos em cães e gatos

Profissional afirma que prática já é realidade em países mais desenvolvidos

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

A terapia celular com células-tronco, ou células estaminais, já é uma realidade no Brasil e possui grandes avanços a cada dia. Porém, existem cuidados e atenções a serem tomadas para que os resultados divulgados nas mídias sociais cheguem para o paciente.

Sobre isso, o coordenador Técnico da equipe Curavet (São Paulo/SP), Marcelo Nemer Xavier, frisa a necessidade de uma consulta prévia para conhecer a realidade animal e todos os tecidos inflamados e lesionados. “Também é importante deixar claro ao proprietário que cada caso responderá em uma velocidade diferente. Por isso, não se pode prever quantas aplicações serão necessárias. O profissional que vender pacote fechado está ignorando o fator individual de resposta”, destaca. A única aplicação que os especialistas podem dar certeza, segundo Xavier, é a primeira e, depois, é preciso acompanhar a evolução do paciente para chegar aos resultados esperados.

estaminais
Tratamento traz conforto e qualidade de vida
ao pet e economia no gasto final do
proprietário (Foto: reprodução)

Xavier salienta que este tipo de tratamento é uma técnica a mais e não exclui as demais especialidades. “É essencial ter em mente que oferecer qualidade de vida aos animais não significa conseguir prever quantos anos o paciente poderá viver, afinal, mesmo jovem, ele pode vir a óbito por diversos motivos, não necessariamente por aquele que o levou a iniciar um tratamento”, atesta.

Quanto antes for introduzida a terapia, juntamente com as demais especialidades, menor será o custo e maior será a possibilidade de recuperação do paciente, como explica o profissional. “O tratamento é, hoje, uma opção muito acessível e sempre que utilizado no momento ideal, traz conforto, qualidade de vida ao pet e economia no gasto final do proprietário”, expõe.

Ainda diante de tantos estudos positivos divulgados sobre o tema, Xavier chama atenção para o fato de que o público final não possui tanto acesso a essas informações. “Isso se dá pela insegurança gerada devido a má conduta e atuação de alguns profissionais. Além de que, certos colegas ficam presos aos primeiros resultados, divulgados há 16 anos, e dissemina como se fossem dados atuais”, aponta. Ele cita que essa terapia já é realidade para os humanos nos países mais desenvolvidos, utilizada por atletas, aplicada por médicos capacitados e treinados.

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