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Uso conjunto de vacina e repelentes é a base para prevenir a Leishmaniose

Atualmente, a LV atinge cinco regiões brasileiras e está se expandindo

A leishmaniose visceral (LV) nunca sai das rodas e debates entre médicos-veterinários e é quase sempre, negligenciada e subestimada pelos próprios profissionais e autoridades sanitárias do País. 

A enfermidade caracterizada por ser uma zoonose, é uma doença parasitária transmitida por um inseto vetor. A médica-veterinária, presidente da Comissão Nacional de Saúde Pública Veterinária (Cnspv), do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF), Sthenia Amora, recorda que o principal transmissor é popularmente conhecido como mosquito palha (Lutzomyia longipalpis), mas, também, outra espécie tem sido incriminada pela transmissão, Lutzomyia cruzi. “Assim, como toda a doença de transmissão vetorial, a LV tem uma cadeia epidemiológica complexa, que depende de uma associação de fatores para se estabelecer em um determinado ambiente, razão pela qual não poder ser tratada unilateralmente”, discorre. 

Quando um animal é infectado, apenas pelo fato do tutor optar trata-lo, não faz com que cão ou gato fiquem curados. O médico-veterinário diretor da Clínica Veterinária Tabanez (Brasília/DF) e membro fundador do Brasileish (Belo Horizonte/MG), Paulo Tabanez, explica que não há uma cura parasitológica. “Ou seja, não conseguimos, com o tratamento, eliminar o parasito. Contudo, alcançamos a cura clínica, não ter alterações clínicas e doenças e, também, cura epidemiológica, diminuindo a capacidade de infectar o flebotomínio”, explica. 

Os felinos são animais que também podem ser portadores de leishmaniose. A médica-veterinária e professora auxiliar IV da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, (PUC-MG, campus Poços de Caldas), Maria Alessandra Del Barrio, explica que muitas “verdades” sobre a ocorrência da doença em felinos foram derrubadas. “Inicialmente, acreditava-se que os gatos não eram acometidos pela leishmaniose. Depois, quando descobriu que poderiam ser infectados, nos falaram que não desenvolveriam a doença. Posteriormente, acreditava-se que felinos não a transmitiriam, mas, hoje tudo isso foi derrubado. Atualmente, é sabido que felinos se infectam, desenvolvem e, também, são capazes de transmitir a doença”, atesta. 

Saiba mais sobre prevenção, controle ambiental, áreas de risco e outros fatores ligados ao tema na edição de janeiro da C&G VF.

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Confira a reportagem na íntegra na edição nº 221, em revistacaesegatos.com.br

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

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