in

1º Boletim Epidemiológico do Ivisa-Rio é divulgado, após muitas notificações de casos de LVC

Os meses de março e outubro deste ano apresentaram grande crescente, chegando a 2.062 casos suspeitos

Durante o ano de 2021, os meses de março e outubro se destacaram em números crescentes de casos de Leishmaniose Visceral Canina (LVC), somando 2.062 casos suspeitos da doença. Destes, 124 casos, o que representa 6,11%, foram referentes às notificações de clínicas particulares. 1.139 (55,24%) do Centro de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (CJS) e 700 (38,75%) do Centro de Controle de Zoonoses Paulo Darcoso Filho (CCZ). Os dados divulgados são do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária (Ivisa-Rio).

A notificação foi emitida pelo Ivisa-Rio após divulgação do 1º Boletim Epidemiológico com temática de LVC. O relatório teve como objetivo apresentar características gerais dos casos por todo o município. Contudo, além de alertar os bairros sobre os cuidados com a doença, ainda é necessário ações mais específicas de controle nos territórios, pois, apesar da enfermidade ser de conhecimento de muitos, outras pessoas ainda não são bem informadas sobre o assunto.

Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a LVC uma das cinco doenças negligenciadas e sua presença relaciona-se a fatores sociais e ambientais, que irão influenciar diretamente a epidemiologia da doença e ações de controle. Ações de educação em saúde devem ser realizadas rotineiramente, com o intuito de aumentar o nível de acesso à informação, não só da LVC, mas também de outras zoonoses e suas principais formas de transmissão e cuidado.

Para o pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz) e médico-veterinário, Paulo Abílio Varella Lisboa, a prevenção imediata pode impedir que as regiões mais vulneráveis se livrem da epidemia que a doença pode causar. “A leishmaniose é uma doença totalmente dentro do contexto da Saúde Única, que envolve transmissão vetorial (por meio de flebótomos) e do processo cada vez mais em expansão de urbanização com construções desordenadas ou em áreas próximas a mata ciliar, de saneamento básico e territórios em vulnerabilidade. Se não houver um entendimento e um esforço dos diversos setores do segmento veterinário, de conscientização, capacitação no diagnóstico e nas diversas abordagens ao tratamento, mas principalmente formas de prevenção da doença, nos próximos anos poderemos viver um grande surto da doença no nosso município” explicou.

Leishmaniose Visceral Canina
Ações mais específicas de controle nos territórios são necessárias, já que muitas pessoas ainda não são bem informadas sobre o assunto (Foto: reprodução)

Casos suspeitos

De acordo com o fluxo de notificações, a entrada de casos suspeitos pelo CJV ocorre no atendimento clínico. A notificação é feita pelo Laboratório Municipal de Saúde Pública (LASP), que recebe a amostra biológica do atendimento junto com os dados necessários para informar a ocorrência. O caso é informado a partir da suspeita clínica e, após essa etapa, é realizado o teste rápido (DPP). Se o resultado for negativo, o caso está descartado. Caso seja positivo, é realizado o teste confirmatório ELISA.

Os resultados dos exames são colocados posteriormente na notificação. Nos casos confirmados, os resultados são repassados à equipe do CCZ, que dá prosseguimento à investigação e desfecho do caso.

Fonte: CRMV-RJ, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Projeto de Lei que regulamenta a prática da caça esportiva no Brasil afronta direitos dos animais

Retrospectiva: Entre os temas mais lidos de 2021, saúde mental e bem-estar animal se destacam

Cães sem coleira: tutor deve controlar o acesso à rua sem a guia para não ferir a lei

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cães e gatos

Prefeitura de Sorocaba (SP) incentiva adoção responsável de cães e gatos

fogos de artifício

CRMV-SP alerta sobre os riscos dos fogos de artifício aos pets e incentiva a denúncia da prática