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    ABANDONO DE ANIMAIS NO PERÍODO PÓS FESTAS CRESCE EM MÉDIA 60%

    ABANDONO DE ANIMAIS NO PERÍODO PÓS FESTAS CRESCE EM MÉDIA 60% Presentear com pet exige atenção as necessidades de cada espécie

    ABANDONO DE ANIMAIS NO PERÍODO PÓS FESTAS CRESCE EM MÉDIA 60%
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    19 de dezembro de 2018
    Última atualização: 27/11/2020 - 16:19

    Presentear com pet exige atenção as necessidades de cada espécie

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    O número de animais abandonados nos meses de dezembro e janeiro costuma crescer 60%, segundo a ONG Gavaa. Um dos motivadores para esse volume é a desinformação na hora da adoção, já que muitos escolhem o pet como forma de presentear. Por mais especial que a companhia de um animal possa ser, adotar exige responsabilidade.

    É importante ter em mente que o pet exige dedicação, paciência, ensinamentos, tempo para levá-lo para passear, visitas regulares ao médico-veterinário, além de gerar gastos. Uma pesquisa conduzida no Brasil pelo Ibope e o Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal Waltham, da Mars Petcare, mostrou que 14% das pessoas justificam o abandono alegando não ter tempo para cuidar, pelo comportamento do pet, pelo nascimento do filho, por conta do custo e por não ter com quem deixar o pet na hora de viajar.

    O programa Pedigree “Adotar é tudo de bom” apresenta pontos para ser observados antes de adotar um pet:

    1)      Quanto menor é a casa, menor deve ser o pet. Cachorros grandes, em um ambiente pequeno, podem ter problemas de adaptação.

    2)      Antes de adotar ou adquirir um animal, importante considerar o tempo médio de vida que é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não faça nada por impulso.

    3)      Pesquise sobre as características do animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil.

    4)      Caso você já tenha outros pets em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência.

    5)      Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E na hora do passeio, leve os cães com uma coleira ou guia.

    6)      Evite as crias indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações.

    7)      Cães e gatos precisam de alimentação de qualidade e muita água fresca e limpa.

    8)      Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao médico-veterinário. Dê banho, escove e exercite-o.

    9)      Zele pela saúde psicológica do pet. Dê atenção, carinho e ambiente adequado a ele.

    10)   O Brasil tem milhões de cães e gatos abandonados. Esqueça o mito característico da adoção: pets adultos se adaptam com facilidade às mudanças.

    Mais cuidados no período de festas.  E para quem já tem um pet, o cuidado também pode ser redobrado no final do ano. A casa decorada, as viagens, os fogos de artificio tudo exige planejamento e respeito ao espaço do animal. Confiras algumas questões para serem observadas:

    Ceia. Além de uma pequena porção de comida poder ultrapassar as necessidades energéticas diárias dos pets e ajudar na obesidade, alguns alimentos podem causar alterações gastrintestinais, que podem ser discretas ou graves.

    Decoração.  As cores e formas chamam atenção dos pets, para evitar acidentes, o ideal é que sejam evitadas decorações que possam se partir, e que ao serem ingeridas provoquem perfurações intestinais.

    Praia. O ambiente é outro cuidado, já que o animal pode ter contatos com alguns parasitas.  A recomendação é consultar um médico-veterinário de sua confiança, lembrando que em muitas praias a permanência de animais de estimação é proibida.

    Carro.  O ideal é acostumar o animal com o movimento antes de iniciar o percurso.  Não é indicado que o pet seja alimentado antes das viagens e durante o trajeto, já que eles podem ficar enjoados, além de nunca os deixar solto dentro do carro.

    Fogos de artifícios. Por terem a audição mais sensível, os cães são os que mais sentem incômodos, a sugestão é não deixar o animal sozinho. Se possível, isole o som e a iluminação para diminuir o estresse.

    Fonte: A.I., adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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