Uma preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus), espécie considerada ameaçada de extinção, foi flagrada atravessando lentamente a pista da rodovia ES-181 em Muniz Freire, no Sul do Espírito Santo.
O registro raro foi feito pelo empresário Maxson Bestete de Miranda, no trecho que dá acesso à BR-262, na altura do distrito de Alto Norte.
O condutor parou o veículo no acostamento para acompanhar a travessia e garantir que o mamífero concluísse o trajeto em segurança.
Por se tratar de um animal endêmico da Mata Atlântica e restrito aos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, o avistamento em áreas urbanas ou estradas causa preocupação entre ambientalistas devido ao risco permanente de atropelamentos.
Hábitos solitários e dependência de matas preservadas
A preguiça-de-coleira recebe esse nome devido à pelagem escura ao redor da nuca e do pescoço. Diferente de espécies mais comuns, ela habita prioritariamente copas de árvores altas em trechos de floresta bem conservada.
O animal desce ao solo pouquíssimas vezes, apenas para fazer suas necessidades fisiológicas ou quando não consegue se deslocar entre as árvores através do canópia florestal.
Com hábitos solitários, o mamífero passa entre 60% e 80% do dia dormindo e utiliza suas três garras em cada membro para se fixar nos galhos. Quando adulto, pode atingir 75 centímetros de comprimento e pesar até 10 quilos.
Apesar de seus movimentos lentos, a espécie possui grande mobilidade no pescoço devido às suas nove vértebras cervicais e pode reagir de forma defensiva se acuada.

Recomendações em caso de encontro com animais silvestres
Em nota, a Prefeitura de Muniz Freire informou que nenhum órgão de resgate de fauna foi acionado durante o incidente, mas relembrou as orientações de segurança para motoristas e pedestres ao encontrarem fauna silvestre em rodovias:
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Não tocar nem capturar: Evite aproximar-se ou tentar manusear o animal, pois o estresse pode provocar reações agressivas e acidentes.
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Sinalizar a pista: Caso esteja de carro, reduza a velocidade, ligue o pisca-alerta e aguarde a travessia segura do animal sem acionar a buzina.
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Acionar os órgãos competentes: Em situações de risco evidente, lesões ou atropelamentos, entre em contato imediatamente com o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) ou com a secretaria municipal de meio ambiente.
Fonte: g1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.

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