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APESAR DA DEMANDA CRESCENTE, NÃO EXISTE TÍTULO DE ESPECIALISTA EM FELINOS

APESAR DA DEMANDA CRESCENTE, NÃO EXISTE TÍTULO DE ESPECIALISTA EM FELINOS Há pelo menos 15 anos já existem clínicas e profissionais dedicados à área
Por Equipe Cães&Gatos
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Por Equipe Cães&Gatos

Há pelo menos 15 anos já existem clínicas e profissionais dedicados à área

Cláudia Guimarães, da redação

claudia@ciasullieditores.com.br

“Gatos são gatos, uma espécie específica, que não deve ser comparada a outros animais”. É com essa afirmação do médico-veterinário e proprietário da Gattos (São Paulo/SP), uma clínica especializada em Medicina Felina, Alexandre Gonçalves Teixeira Daniel, que iniciamos esta reportagem, em celebração ao Dia Mundial do Gato. 

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Conceito de “especialista” em felinos ainda é vago no Brasil, não sendo uma especialidade reconhecida pelo CFMV (Foto: reprodução)

Daniel usou essa afirmação para destacar a importância de se especializar, distinguir as espécies e oferecer um ambiente clínico direcionado especificamente aos felinos. Segundo ele, a população de gatos vem crescendo de maneira mais expressiva que a de cães, ano a ano e, com esse número em ascensão, aliado aos proprietários cada vez mais exigentes, as clínicas devem se aprimorar, identificando e destinando áreas específicas aos felinos. “As clínicas exclusivas para gatos oferecem um ambiente mais calmo para os animais, minimizando uma série de pontos estressores e ameaças, que podem interferir em parâmetros fisiológicos e laboratoriais dos felinos”, menciona. Além disso, conforme observa, um ambiente especializado no atendimento dos gatos também deve ter uma equipe preparada ao atendimento, bem como ter o mínimo de tecnologia específica para lidar especificamente com a espécie. 

E é aí que trazemos a questão principal deste texto: como os profissionais estão se adequando para se tornar um especialista em felinos e abrir clínicas especializadas? Daniel conta que o conceito de “especialista” em felinos ainda é vago no Brasil, não sendo, até o momento, uma especialidade reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV, Brasília/DF). “Sendo assim, não existe o título de especialista por aqui. Os títulos exigem processos de seleção e análises bastante minuciosos, fornecidos por uma entidade de classe responsável e reconhecidos pelo Conselho Federal”. No entanto, o profissional conta que os médicos-veterinários “especializados” em Medicina Felina vem crescendo no Brasil. “Mas, para isso, é de fundamental importância a atualização contínua, a procura de cursos e treinamentos especializados na espécie, além da participação de congressos nacionais e internacionais”, insere. 

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Profissional aponta algumas dicas que podem facilitar o entendimento mais preciso e elaborado (Foto: divulgação)

Daniel considera importante trabalhar com gatos, em suas diversas situações, a fim de aumentar a abrangência de experiência e casuística. “Eu, particularmente, gosto bastante da área de medicina de populações, pelo grande percentual de doenças infecciosas existentes, muitos com quadros graves poucas vezes vistos na clínica do dia a dia. No entanto, a American Board of Veterinary Practitioners (ABVP), associação americana que fornece o título de especialista por espécies, entre eles, o título de especialista em felinos, não exige do candidato a vivência obrigatória em abrigos de animais. Apesar disso, 10% da prova corresponde a doenças infecciosas”, menciona e lembra que a ABVP também é responsável por fornecer o título de especialista em “Shelter Medicine”, com uma seleção e avaliação de veterinários que trabalhem especificamente em abrigos.  

De olho nas peculiaridades. O profissional, que desde seu primeiro ano na faculdade já percebia um interesse pela espécie, aponta algumas dicas que podem facilitar o entendimento mais preciso e elaborado. “Eu sempre digo: tenha um gato! Só aprendemos a lidar com as diversas facetas e diversões do animal convivendo com ele”. Ter sede em aprender e estudar constantemente, procurar livros e periódicos que falem especificamente da espécie felina e manter uma rotina de aprendizado contínua também são algumas das orientações. “A produção de ciência e avanço do conhecimento exigem que os especialistas estudem diariamente, até isso se tornar um hábito”, salienta.

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