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    App apoiado pela Fapemig monitora acidentes com animais selvagens nas estradas

    Segundo estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), 475 milhões de animais selvagens são atropelados nas estradas brasileiras a cada ano. São cerca de 15 animais mortos por segundo. É para ajudar neste cenário que foi criado o aplicativo “Sistema Urubu”, desenvolvido na Universidade Federal de Lavras (UFLA). A ferramenta permite que usuários de todo o Brasil registrem estes atropelamentos, contribuindo com o monitoramento destes números. O projeto foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) por meio da Chamada Universal 01/2017.

    App apoiado pela Fapemig monitora acidentes com animais selvagens nas estradas
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    25 de novembro de 2022

    Segundo estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), 475 milhões de animais selvagens são atropelados nas estradas brasileiras a cada ano. São cerca de 15 animais mortos por segundo. É para ajudar neste cenário que foi criado o aplicativo “Sistema Urubu”, desenvolvido na Universidade Federal de Lavras (UFLA). A ferramenta permite que usuários de todo o Brasil registrem estes atropelamentos, contribuindo com o monitoramento destes números. O projeto foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) por meio da Chamada Universal 01/2017.

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    O registro e unificação desses dados poderá, futuramente, servir de base para ações e políticas públicas de redução destes acidentes e consequentemente a conservação dessas espécies.

    celular
    O Sistema Urubu funciona como uma rede social de conservação da fauna brasileira (Foto: Reprodução)

    Em ação

    O Sistema Urubu funciona como uma rede social de conservação da fauna brasileira. Ao instalar o aplicativo em seu celular, qualquer pessoa que testemunhar o atropelamento ou a presença de animais silvestres nas proximidades de uma estrada pode contribuir com o seu registro. Ao enviar as fotos para o sistema, a qualidade das imagens e casos de duplicidade são avaliados.

    As imagens são enviadas para três “validadores”. Estes usuários voluntários são responsáveis por identificar as espécies fotografadas. Para ser um validador, é necessário ter conhecimento científico em uma das quatro classes de vertebrados (anfíbios, répteis, aves e mamíferos). Pesquisadores e estudantes de graduação ou pós-graduação podem se voluntariar, basta que sua inscrição seja aprovada pela equipe do Sistema Urubu.

    Para o coordenador do projeto, Alex Bager, do Departamento de Ecologia e Conservação da UFLA, seria impossível ter equipes ou pessoas coletando os dados espalhadas pelo Brasil inteiro. “O sistema é inovador porque se utiliza da famosa ciência cidadã para se obter informações em todo território brasileiro”, explica. “Ele trouxe a possibilidade de agregar uma grande quantidade de bases de dados e informação em um único lugar”, destaca.

    O aplicativo está disponível na App Store e também na Google Play. Após o desenvolvimento na UFLA, passou a ser trabalhado, desde 2020, pela startup Enviroment Inteligência de Negócios e Tecnologia fundada por Bager e incubada na universidade federal.

    A versão atualizada é mais interativa, mas o conceito é o mesmo. Agora é possível, por exemplo, enviar até quatro fotos para avaliação, contra apenas uma da antiga versão. Além disso, é possível também registrar o atropelamento de animais domésticos. O aplicativo ainda foi “gamificado”, ou seja, ganhou características de um jogo de vídeo game. Quando um usuário tem sua primeira foto aprovada, ele recebe o status de Baby Bu e, à medida que vai alcançando os demais objetivos do jogo, pode alcançar status maiores até tornar-se o Urubu Rei.

    Fonte: Agência Minas, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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