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Artrose provoca desgaste e degeneração da articulação, além de limitar os movimentos dos pets

Animais idosos são os mais acometidos e tutores devem estar atentos a alguns sinais

A artrose é responsável por até 40% dos atendimentos nos ambulatórios de reumatologia pelo Brasil afora, de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, sendo considerada a doença reumática mais frequente no País. Enfermidade articular degenerativa, ela é mais frequente entre idosos e apresenta sintomas como inchaço, dor e rigidez nas “juntas”. Quando a atenção recai sobre os pets, o cenário é similar, já que, assim como nos humanos, a doença acomete animais em idade mais avançada, tanto cães quanto gatos.

O médico-veterinário da Mundo à Parte, Gustavo Vicente, afirma que, quando o assunto é artrose, o foco dos tutores deve mirar na prevenção e no tratamento para garantir qualidade de vida para os pets. “Infelizmente, trata-se de uma doença que não tem cura. Há animais com artrose severa que sofrem com muitas dores, que já não brincam, ficam mais apáticos por conta do desconforto na articulação. Nesses casos, a fisioterapia melhora muito a qualidade de vida do pet”, pontua.

Os principais pontos trabalhados na fisioterapia são: o controle de dor, melhora da qualidade da articulação e fortalecimento muscular. Segundo o veterinário, é possível aliviar a dor dos animais com uso de equipamentos específicos associados a exercícios terapêuticos. Desta forma, as condições articulares são favorecidas e proporciona-se o ganho de massa muscular.

Diversas atividades cotidianas da vida de um animal podem causar um trauma (Foto: reprodução)

Atenção aos sinais

Um dos principais sinais que animais de estimação que sofrem com artrose apresentam é a claudicação, o ato de mancar ao correr ou até mesmo ao caminhar, já que o animal evita apoiar um membro que está machucado na tentativa de aliviar a dor de uma possível lesão. “Muitas vezes, contudo, não é fácil perceber que o pet está sentindo dores articulares. Por isso, é importante observar se há redução das brincadeiras e se o animal está passando mais tempo deitado”, sugere.

Ressalte-se, porém, que nem sempre a causa é uma doença reumática, pois diversas atividades cotidianas da vida de um pet podem causar um trauma, de pular do sofá a pisar em uma planta espinhosa no jardim. “Não se pode presumir que o animal tenha uma doença específica somente porque ele é de uma raça que tenha predisposição para tal, por exemplo. Deve-se fazer uma avaliação minuciosa e realizar exames complementares para se chegar ao diagnóstico correto; por isso, a consulta ao veterinário é essencial. Muitas vezes, o tutor pode acreditar que uma simples unha machucada é que está causando incômodo ao animal e, quando vamos ver, ele está mancando porque na verdade lesionou o ligamento cruzado do joelho. A avaliação deve ser muito completa e detalhada”, esclarece Vicente.

Tratamento adequado

A artrose, geralmente, é consequência de uma enfermidade articular, sendo que as afecções mais comuns que causam claudicação como sinal clínico são displasia coxofemoral – distúrbio ortopédico causado por uma falha no encaixe do fêmur com a articulação do quadril –, ruptura de ligamento cruzado, luxação de patela – alterações no joelho – e fraturas. Assim, o tratamento vai depender da causa e pode ser realizado com o uso de medicamentos, correção cirúrgica ou fisioterapia. 

“Quando associamos a fisioterapia a outras formas de tratamento, temos um resultado muito mais satisfatório. O animal volta a apoiar o membro muito antes do previsto e são prevenidas perdas maiores de massa muscular e densidade óssea por desuso. Associar terapias manuais a aparelhos sofisticados, como a eletroestimulação, ultrassom, magnetoterapia, laser, fototerapia e esteira aquática – que possuem um efeito analgésico, anti-inflamatório e regenerador de células, tendões e ligamentos além de promover ganho de massa muscular – ajuda muito”, completa o veterinário.

Também é importante salientar que, caso haja o diagnóstico de artrose, não é possível estipular, de pronto, um prazo para recuperação e melhora do quadro. De acordo com veterinário, há pacientes que precisam fazer fisioterapia para o resto da vida, enquanto outros necessitam de apenas alguns meses de tratamento para aliviar as dores.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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