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    CADELA DE DEZ ANOS RECEBE MARCAPASSO, NA FMVZ, DA UNESP BOTUCATU

    No dia 03 de março, por meio de uma parceria entre a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) e a Faculdade de Medicina (FM), da Universidade Estadual Paulista (Unesp, Botucatu/SP), aconteceu uma cirurgia de implante de um aparelho marcapasso em um cão da raça Schnauzer, uma fêmea de dez anos de idade.

    CADELA DE DEZ ANOS RECEBE MARCAPASSO, NA FMVZ, DA UNESP BOTUCATU
    Equipe Cães&Gatos
    Equipe Cães&Gatos
    11 de março de 2016
    Última atualização: 15/12/2020 - 15:16

    No dia 03 de março, por meio de uma parceria entre a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) e a Faculdade de Medicina (FM), da Universidade Estadual Paulista (Unesp, Botucatu/SP), aconteceu uma cirurgia de implante de um aparelho marcapasso em um cão da raça Schnauzer, uma fêmea de dez anos de idade.

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    A cachorra Joana foi conduzida ao Hospital Veterinário da Unesp por sua proprietária, em virtude de síncopes (desmaios) frequentes e convulsões. Joana foi examinada pela residente Bárbara Keiko Kichise e pela equipe do Serviço de Cardiologia Veterinária da FMVZ, orientada pela professora Maria Lucia Gomes Lourenço. O eletrocardiograma da paciente apontou alterações compatíveis com uma enfermidade denominada Síndrome do Nodo Doente, comum em fêmeas da raça.

    Um monitoramento de 24 horas dos batimentos cardíacos do animal confirmou o diagnóstico. “Ela apresentou alterações significativas, com pausas longas nos batimentos que provocavam os desmaios. Chegamos a registrar pausas de oito segundos. Pela gravidade do caso, sabíamos que teríamos resultados parciais com os medicamentos. O que realmente daria sobrevida a ela seria o implante do marcapasso”, explica a pós-graduanda Amanda Sarita Cruz Aleixo.

    A equipe do Serviço de Cardiologia Veterinária da FMVZ se mobilizou para viabilizar a implantação de um marcapasso na paciente. O professor Rubens Ramos de Andrade foi contatado e se dispôs a colaborar no caso. Além de ceder o marcapasso, o professor Rubens, com apoio dos residentes em Medicina André Garzesi e Leonardo Garcia e acompanhamento da equipe da FMVZ, realizou a cirurgia de implantação. Em razão das condições e equipamentos necessários, o procedimento foi realizado nas instalações da Cirurgia Experimental da Faculdade de Medicina.

    A anestesia foi feita pela equipe do Serviço de Anestesiologia Veterinária da FMVZ, com a residente Carolina Hagy Girotto, a médica-veterinária Natache Garofalo, a pós-graduanda Mariana Werneck, sob a supervisão do professor Francisco José Teixeira Neto. Uma medicação importante utilizada no procedimento foi cedida pela professora Patrícia Fidelis de Oliveira.

    Antes da cirurgia a proprietária foi alertada sobre a gravidade do caso e a possibilidade de óbito do animal. “Desde o início, ela assumiu os riscos e autorizou o procedimento. Tudo foi feito com muita cautela, com todos os materiais, medicamentos e equipamentos, inclusive os necessários para possíveis intervenções de emergência”, ressalta a pós-graduanda Angélica Affonso.

    O procedimento foi bem sucedido. Os membros do Serviço de Cardiologia Veterinária da FMVZ monitoraram a paciente intensivamente nas primeiras 24 horas. Por aproximadamente dois meses o animal será submetido a exames semanais para acompanhar seu estado. A evolução do caso tem agradado a equipe. “Os desmaios cessaram completamente e o animal apresentou uma melhora significativa até o momento”, conta Amanda.

    Rosa Maria da Silva, proprietária do animal, atesta o sucesso do procedimento. “Eu achei que minha cachorra não ia sobreviver. Mas eles correram com ela, fizeram de tudo, conseguiram o marcapasso. Desde a cirurgia ela não teve nenhum desmaio. Está brincando, se alimentando. Não tenho como agradecer as meninas que cuidaram dela e a professora Malu”.

    Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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