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Cães alérgicos: médica-veterinária explica como identificar e quais as opções de tratamento

A dermatite atópica é um dos problemas alérgicos que mais incomodam os cães e seus tutores

Gabriela Couto, da redação  

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Cães possuem algumas alergias, sejam elas de pele ou alimentar, e isso está cada vez mais comum na rotina clínica veterinária. A médica-veterinária e especialista em dermatologia veterinária, Jaqueline Brino, conta que, atualmente, a dermatite atópica é o diagnóstico mais frequente em seus atendimentos. “Dermatite atópica é quando o animal tem reação alérgica de coisas que estão em seu dia a dia, como poeira, ácaros, bolores e pólen de flores. O cachorro não precisa nem sair de casa para ter uma reação atópica, o que dificulta o trabalho do tutor em controlar as crises”, explica. 

O animal diagnosticado com dermatite atópica precisa de tratamento contínuo com o uso de medicação, shampoos especiais e cremes para aliviar a coceira. Idas frequentes ao veterinário também são necessárias, junto com a realização de exames de rotina, para acompanhamento e prevenção de efeitos indesejados das medicações. 

“Antigamente, era mais comum observar animais com alergias a picadas de ectoparasitas, como carrapatos e pulgas, mas a evolução das medicações para prevenção e a conscientização dos tutores em tratar para evitar a presença de ectoparasitas, fizeram com que esses casos diminuíssem”, conta a médica-veterinária.  

Jaqueline explica que identificar a presença de uma alergia é muito simples, pois o animal alérgico se coça mais que o habitual. “Se o tutor observar a coceira frequente, o ideal é procurar um médico-veterinário especializado em dermatologia veterinária, assim terá um diagnóstico mais preciso e um tratamento direcionado”, recomenda.  

De acordo com a profissional, o animal pode manifestar alergia a qualquer coisa que não seja reconhecida pelo seu organismo, desde ácaros até algum ingrediente presente em sua ração ou petisco. No caso das alergias alimentares, Jaqueline orienta a procura de um veterinário, para que o animal possa entrar em uma dieta hipoalergênica. “Observamos raças com mais tendência para doenças alérgicas, em especial Shih-tzu, Golden Retriever, Buldogue Francês, Pastores, West Highland White Terrier e muitos Cães Sem Raça Definida”, comenta a veterinária.  

cachorro alérgico
A médica-veterinária explica que o prurido ocasional pode ser considerado normal, mas se interrompe atividades essenciais, deve ser observado (Foto: reprodução)

Quando a coceira se torna um problema? 

A médica-veterinária explica que o prurido ocasional pode ser considerado normal, mas se interrompe atividades essenciais, como comer, brincar, dormir e passear, deve ser observado. Também é um sinal de alerta se a coceira acompanha a perda de pelos e danos na pele.  

A profissional ainda adiciona que a coceira não deve incomodar o animal e seu tutor. Se as crises estiverem fora do normal, o indicado é procurar um médico-veterinário especializado em doenças de pele.  

Quais cuidados um tutor de cão alérgico deve tomar? 

Um tutor de pet alérgico deve estar sempre atento aos gatilhos que seu animal pode ter, então, é recomendado manter a prevenção contínua de picadas de ectoparasitas. Evitar petiscos, banhos e secadores muito quentes, tosas muito baixas e perfumes próprios para animais.  

Também é recomendado manter a frequência dos banhos e a cama do pet sempre limpa. O acompanhamento veterinário, com visitas frequentes e realização de exames, é importante para a rotina de um cão alérgico. E o mais importante de todos os cuidados, segundo Jaqueline, é o comprometimento do tutor em seguir todas as orientações.

  

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