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CÃES DA POLICIA MILITAR SÃO ALIADOS IMPORTANTES CONTRA O CRIME

No Rio de Janeiro, animais são treinados para diversas atividades

Cláudia Guimarães, da redação

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Tutores de cães e gatos estão expostos à possibilidade de testemunhar algum problema ortopédico em seus pets que mereça atenção com urgência, bem como à necessidade de submeter o animal a um adestramento a fim de melhorar seu comportamento. As raças de trabalho possuem esses itens em comum com as de companhia, mas há uma diferença: os problemas de saúde só ocorrem caso não recebam o treinamento adequado e especializado.

Os membros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ), que atuam no Batalhão de Ações com Cães (BAC), presenciam algumas lesões e doenças ortopédicas mais recorrentes nos cães policiais. O major policial militar veterinário do BAC, Luis Renato Verissimo de Souza, conta que, normalmente, no decorrer das operações, devido às condições adversas do terreno, como piso de barro com pedras, entulhos, asfalto, areia, entre outros, pode ocorrer escoriações e cortes nas patas dos animais.

Por conta dessa exposição de risco, os animais são escolhidos rigorosamente para entrar na equipe do BAC, como explica o major. “Nossos cães são selecionados com raças de aptidões para o trabalho: Pastor Alemão de trabalho, Pastor Belga de Malinois e Labrador Retriever, entre outras. Também é necessária a verificação de displasia coxofemoral dos cotovelos e, ainda, são realizados testes comportamentais”, revela.

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Os cães de faro são Pastor Belga de Malinois e Labradores Retriever e os cães de choquesão o Pastor Alemão de trabalho e o Pastor Belga de Malinois (Foto: divulgação)

Após essa etapa, o major menciona que, em conjunto com as equipes técnica e veterinária, o animal recebe aprovação quanto à sua preparação física para a realização das atividades. “Após a permissão fornecida pelos veterinários, o animal inicia um programa de trabalho progressivo realizado pelos adestradores, até atingir a fase de maturidade física e técnica”, declara.

Souza ainda conta que os cães são empregados em atividades diferentes, de acordo com sua melhor performance para as ações. São realizados trabalhos com faro de armas, drogas e explosivos, enquanto outros animais são destinados para o trabalho de choque, para a Unidade de Intervenção Tática (UIT) e participam de busca e captura.

Programas de treinamento e reprodução. Normalmente, os cães de faro são os das raças Pastor Belga de Malinois e Labradores Retriever, já os cães de choque são o Pastor Alemão de trabalho e o Pastor Belga de Malinois. “O sentido da escolha varia conforme a força física, resistência e aptidão para o trabalho. No momento, estamos iniciando um trabalho com outras raças, mas ainda não alcançamos um resultado concreto”, analisa.

O BAC da PMERJ conta com um programa de reprodução, que inicia escolhendo os padrinhadores e matrizes, sendo que, normalmente, as fêmeas já pertencem ao Batalhão e os machos são cedidos por alguns criadores que colaboram com o trabalho da equipe, conforme narrado por Souza.

Em seguida, é realizada uma rigorosa investigação a respeito da saúde do animal, por meio de exames sanitários: exame de sangue, cardiológico e exame radiológico de displasia coxofemoral. “Depois, ocorre o acasalamento e o acompanhamento da gestação e, logo após o nascimento dos filhotes, iniciamos o processo de seleção, pela equipe de adestradores, com os testes específicos. Aí sim direcionamos o animal para a função conforme as nossas necessidades de reposição e, acima de tudo, respeitando suas habilidades”, descreve.

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