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Casos de urolitíase em cães crescem nos últimos meses

Matéria especial da edição de novembro da Revista Cães e Gatos destaca o caso do aumento de cálculos de oxalato de cálcio em cães

Casos de urolitíase em cães crescem nos últimos meses
Por Equipe Cães&Gatos
11 de novembro de 2024
Última atualização: 07/02/2025 - 07:16

A urolitíase é uma afecção frequente e houve um aumento da sua incidência em cães ao longo dos anos. Os fatores predisponentes são idade, sexo, raça, dieta, genética, obesidade, alterações metabólicas e na flora intestinal e infecções no trato urinário. A doença renal crônica também pode predispor a formação de cálculos, o que pode causar obstrução do trato urinário, desencadeando lesão renal aguda e/ou agudização da doença renal crônica. 

A doença afeta diretamente o sistema urinário dos animais (Foto: Reprodução)

O acometimento de cães por cálculos de oxalato de cálcio é bastante significativo. Causas e os mecanismos de formação desse tipo de urólito ainda não foram totalmente elucidados.  Sabe-se que a hipercalciúria em associação com a hipercalcemia são fatores de risco. Contudo muitos pacientes com esse tipo de cálculo apresentam níveis normais de cálcio. Outras alterações, como o hiperparatireoidismo e o hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing), também são considerados fatores predisponentes. Ademais, esses urólitos costumam se desenvolver em pH urinário mais ácido, geralmente, abaixo de 6,59.

Quando ocorre a obstrução do trato urinário inferior, o animal tem como sinais clínicos mais frequentes disúria, hematúria, polaciúria e estranguria. Nos exames laboratoriais podem existir alterações que indicam algum tipo de urólito em específico, como a hipercalcemia nos casos de oxalato de cálcio e pode haver também azotemia. Contudo, muitas vezes, o perfil bioquímico está normal. Os exames de imagem são fundamentais pois apontam a presença e quantidade de urólitos. 

Diante de um quadro como este, deve ser feita a excisão do cálculo. A cistotomia é um dos métodos mais comuns na rotina, sendo de fácil execução e com baixo risco de complicações. Apesar de ser um método mais invasivo, quando comparada a cistoscopia, a cistotomia tem as vantagens de ser realizada em menor tempo e não exigir equipamento nem treinamento especializado.

Leia a matéria completa na Edição de Novembro da Revista Cães e Gatos, neste link.

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