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CERCA DE 600 COLOMBIANOS PRESTIGIAM PALESTRAS MINISTRADAS POR CARDIOLOGISTA VETERINÁRIO BRASILEIRO

Profissional foi convidado pela Total Alimentos a trocar experiências com médicos-veterinários da Colômbia

Cláudia Guimarães, da redação

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O presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia Veterinária (SBCV, São Paulo/SP), Guilherme Goldfeder, esteve em solo colombiano no mês de agosto para ministrar palestras e trocar experiências com médicos-veterinários do país. O profissional realizou uma apresentação na Universidade Nacional da Colômbia (Bogotá), convidado pelo médico-veterinário Piero Vargas, seu parceiro de estágio no Centro de Cardiologia, da Universidade de São Paulo (USP, São Paulo), em 2011, e pela empresa Total Alimentos (Três Corações/MG).

Na universidade, Goldfeder apresentou duas palestras, no dia 19 de agosto. Um dos temas foi “O cardiopata na sala da emergência”, onde definiu o perfil clínico hemodinâmico dos pacientes, e o outro foi “Tratamento emergencial do paciente em edema pulmonar cardiogênico”. Segundo ele, as palestras foram abertas aos alunos e professores da instituição e o número de pessoas presentes foi em torno de 300 espectadores.

O profissional também ministrou uma palestra em Kali, no dia 23 de agosto, em Medelin, no dia 24, e retornou para Bogotá no dia 25. “O tema destas três palestras foi o mesmo: Cardiopatia x Insuficiência Cardíaca – a diferença que impacta no tratamento. Em Kali, o público presente foi de 180 pessoas, 160 em Medellin e 390 participantes em Bogotá, com transmissão on-line para outras cidades da Colômbia”, conta Goldfeder.

As palestras, ocorridas do dia 23 ao dia 25 de agosto, foram promovidas por uma distribuidora de medicamentos e rações da Colômbia, chamada Gabrica, em parceria com a Total Alimentos, que inaugurou a linha de alimentos terapêuticos no País. “Me convidaram para ser o palestrante brasileiro e levar as informações sobre cardiologia veterinária”.

Para o profissional, a experiência foi muito agradável e produtiva já que teve a oportunidade de conhecer médicos-veterinários colombianos e trocar alguns conhecimentos na área. “Percebi que a Colômbia possui um mercado muito grande para poder expandir, apesar de também ter um número excessivo de faculdades de Medicina Veterinária, acho que são quase 60. Apesar disso, eles têm um mercado com uma população de cães de raça muito grande”, declara Goldfeder, mencionando a remuneração do médico-veterinário colombiano inferior a do brasileiro. “Considero que eles estão cerca de uns oito a dez anos atrás do Brasil em termos de tecnológicas e na valorização do veterinário como um todo. Uma internação em Medellin custa em torno de R$ 50 por dia e o salário médio de um veterinário é de R$ 1500. Estes preços são baixos para profissionais que enfrentaram inúmeros sacrifícios para se profissionalizar”, pontua.

Goldfeder que esteve, em 2015, ministrando palestras no Peru, acredita que a Colômbia está à frente desse país em questões tecnológicas de atendimento aos médicos-veterinários. “Apesar disso, o mercado dos dois países tendem a crescer como o mercado brasileiro”, avalia. Em termos de organização e de perguntas e comportamento de participantes, a experiência foi bem parecida com o que ocorre no Brasil, como comenta o especialista. “O que me surpreendeu e até os próprios organizadores dos eventos é que o número de pessoas foi além do imaginado. Na universidade, acreditavam que teria cerca de 50 pessoas, havia quase 300. E, também, nas outras três palestras, o público foi muito bom, mostrando, talvez, que eles não têm tantas palestras como nós no Brasil e, com isso, prestigiaram o evento com mais pessoas do que normalmente acontece aqui”, finaliza.

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