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Chefe do Setor de Fiscalização fala da importância do protagonismo feminino na Veterinária

No Mês da Mulher, Rafaela Luns conta que já sofreu preconceito, mas que deve servir de exemplo para outras colegas de trabalho

Em alusão ao Dia internacional da Mulher, celebrado em 08 de março, o CRMV-MG realiza uma campanha em suas mídias sociais, ressaltando a importância do protagonismo feminino assumido na Medicina Veterinária e na Zootecnia.

Como lembra a médica-veterinária Rafaela Luns, no início, a Medicina Veterinária era predominantemente masculina, principalmente nas áreas de grandes animais. “Com a inserção dos pets dentro das famílias, das casas, a mulher veio ocupando cada vez mais espaço na área de pequenos animais, e com o passar do tempo, em todas as áreas, inclusive de grandes animais, e com as zootecnistas atuando também. Esse protagonismo assumido é de grande importância na abertura de mercados e de áreas em que as mulheres atuem com igualdade, em ambientes que eram predominantemente masculinos”, opina.

Quando as mulheres estão em algum cargo de chefia, de liderança, elas conseguem transformar o mundo, na visão da profissional: “Quando a gente fala em igualdade de gênero, ninguém quer que a mulher seja igual ao homem. O que queremos é o mesmo respeito, o mesmo espaço, que nunca seja selecionada ou não selecionada pelo gênero e sim pela competência. O CRMV-MG é um exemplo disso, fui escolhida pela competência e não por ser mulher ou homem. Limitar a competência do profissional a seu sexo, raça, ou idade, nada disso deve ser feito. A mulher quando está nesse cargo de liderança, ela enxerga um lado mais humano, que às vezes não é o foco do homem. O olhar feminino proporciona uma transformação social mais profunda na sociedade’, argumenta.

Quando questionada se ela já sofreu algum tipo de preconceito por ser mulher e chefe de fiscalização, Rafaela diz que, infelizmente, sim. “A fiscalização é vista com uma predominância masculina. Então é um desafio diário. Tanto que se fala ‘o fiscal’ e não ‘a fiscal’. Quando alguém me telefona, cita ‘o chefe da fiscalização’. É, realmente, uma área que tem muita dominância masculina, fiscalização, auditoria”, compartilha.

Apesar disso, Rafaela sabe que, na posição feminina de gestão que ocupa, é importante ser a primeira mulher, pois serve como um exemplo para que outras médicas-veterinárias saibam que elas podem e merecem ser respeitadas e valorizadas cada vez mais. “Como mulher, consigo manter um relacionamento posicionamento positivo com a equipe e também com os profissionais externos. Tenho o conhecimento tanto da fiscalização de campo, e agora também da gestão de nossa equipe, nossos projetos e nossos objetivos. Intensificamos as fiscalizações e fortalecemos o combate contra o exercício ilegal das profissões, maus-tratos, como as parcerias com outros órgãos. Fico muito feliz pois o CRMV-MG enxerga a importância das mulheres e nos valoriza a cada dia”, finaliza.

Fonte: CRMV-MG, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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(Foto: divulgação CRMV-MG)

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