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CINOTERAPIA REDUZ ESTRESSE, ANSIEDADE E PROBLEMAS CARDÍACOS

Também conhecida como pet terapia, é mais aplicada em crianças e idosos

Cláudia Guimarães, da redação

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Crianças com problemas psicológicos, de relacionamento social ou afetividade podem usufruir de uma terapêutica mais atrativa e motivadora: a cinoterapia, popularmente conhecida como pet terapia.

No geral, ela é indicada para pessoas com autismo, dificuldade em aprendizado e relacionamentos, depressão, idosos e pessoas com Síndrome de Down, de acordo com especialista em comportamento animal e adestrador da ComportPet (São Paulo/SP), Cleber Santos.

O profissional explica que existem dois tipos de terapia: TAA e AAA. “A Terapia Assistida por Animais (TAA) envolve visitação e recreação por meio do contato direto dos pets com as pessoas. Além disso, propõe oportunidade de motivação a fim de melhorar a qualidade de vida”, elucida. Já a Atividade Assistida por Animais (AAA) envolve, segundo ele, serviços profissionais da área médica e outras que utilizam o animal como parte do trabalho e do tratamento. “Pode ser desenvolvida em grupo ou de forma individual”, adiciona.

cinoterapia

Para o animal, a cinoterapia é apenas um dia delazer com muitas brincadeiras (Foto: reprodução)

Em relação aos objetivos esperados com esse tratamento, Santos conta que depende do problema em que a pessoa que necessita desse tipo de terapia está passando. “Mas, em geral, pode causar diminuição do estresse e ansiedade, auxilio na concentração, como em crianças com Síndrome de Down, melhora no aprendizado e da circulação sanguínea, menores problemas cardíacos, auxilia na síndrome do pânico, transtornos pós-parto, entre outros. Ou seja, a energia do animal reverte vários tipos de problemas”, aponta.

Comumente, o pet mais utilizado para a terapia é o cão, no entanto, ela também pode ser realizada com gatos e aves. “Porém, nesses casos, é preciso saber se o paciente tem alguma afeição com as espécies ou se não apresentam alergias. E vale lembrar que todos os animais precisam receber treinamento específico para participar das sessões”, frisa.

Sendo assim, o animal deve passar por vários testes comportamentais e, como mencionado por Santos, o cão não pode latir, pular, morder, rosnar, nem ter problema com agressividade de humanos ou outros animais. “É um treinamento bem complexo e leva cerca de quatro a seis meses”, revela e insere que, ainda depois desse adestramento, novos testes são realizados para avaliação final do pet.

Experiência. De acordo com o adestrador, para o animal, a cinoterapia é apenas um dia de lazer com muitas brincadeiras. “Eles não associam a um momento de trabalho”, atesta. Mas, isso não significa que todo e qualquer pet pode ser submetido ao auxílio terapêutico. “Existem pessoas que desejam levar seus próprios cães em hospitais e, muitas vezes, nem a pessoa e nem o animal estão preparados para a cinoterapia. O pet é irracional e, se ele não está preparado, pode ocasionar um acidente. Assim, ao invés de ser um trabalho bom, pode trazer um nível de estresse muito alto tanto para o paciente quanto para o voluntário”, alerta.

Santos trabalha há seis anos com pet terapia e declara que essa convivência é maravilhosa: “É uma realização conseguir fazer pessoas saudáveis e felizes. Considero como uma maneira de ajudar o próximo com a ajuda dos animais. Além disso, existe uma preparação para o voluntário, dependendo de qual área da tratamento ele irá atuar. Existem vários tipos de terapias com animais, mas, eu, particularmente, costumo trabalhar com idosos em estado terminal”, narra.

Cleber Santos, que atua com a cinoterapia, é fundador da ComportPet e realiza diversas palestras sobre temas que envolvem adestramento (Foto: divulgação)

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