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Clínica e Nutrição, Destaques

Conheça os tipos de câncer mais comuns nos pets

Doença ocorre quando célula apresenta anomalia e se reproduz sem controle
Por Equipe Cães&Gatos
Cat and dog sitting together in grass on sunny day
Por Equipe Cães&Gatos

Assim como nós, cães e gatos também podem desenvolver câncer ao longo da vida. Essa doença tão temida acontece quando uma célula, de qualquer parte do corpo, apresenta anomalias e começa a se reproduzir descontroladamente, podendo se espalhar e invadir outros tecidos. 

Confira a seguir os tipos de câncer mais comuns encontrados nos pets.

Câncer de pele

Nos cães, um tipo de câncer chamado mastocitoma pode ocorrer em diferentes partes do corpo, sendo mais comum na pele. Normalmente, ele se apresenta como nódulo, mas inchaços e feridas de diferentes tamanhos, formas e cores também podem ser característicos da doença.

Da mesma forma, o mastocitoma pode aparecer como um único tumor ou como lesões múltiplas. Por isso, é importante estar atento a qualquer alteração na pele do seu pet e procurar atendimento veterinário assim que possível.

Dog and cat live together
Estar atento aos sinais e sintomas é essencial para conseguir um diagnóstico precoce e, com isso, melhores chances de cura (Foto: reprodução)

Nos gatos, o câncer de pele mais comum é o carcinoma espinocelular, que está associado à exposição solar. Todos os pets estão sujeitos a esse tipo de câncer, mas os gatos brancos e os pets com pele pouco pigmentada, como o pitbull, precisam de uma atenção maior nas regiões do corpo onde a pelagem é mais escassa. Nos gatos, o câncer é mais comum na região das orelhas, olhos e nariz, enquanto nos cães, a barriga é a região mais acometida.

Em ambos os casos, a remoção cirúrgica é recomendada sempre que possível, a fim de evitar complicações futuras. Tratamentos complementares, como quimioterapia, eletroquimioterapia e radioterapia, também podem ser indicados.

Assim como nós precisamos evitar tomar sol nas horas mais quentes do dia e fazer uso de protetor solar, o mesmo é recomendado aos pets. Converse com o veterinário do seu cão ou gato sobre como prevenir o câncer de pele.

Câncer de mama

O câncer de mama também está entre os tipos de câncer mais comuns nos pets. Cadelas e gatinhas não castradas ou castradas tardiamente têm mais chances de desenvolver esse tipo de câncer, embora outros fatores como predisposição genética e o uso de hormônios possam favorecer o surgimento da doença.

Segundo o médico-veterinário Oncologista Alex Lafarti de Sena, que atende no Pet Care, a castração precoce é a melhor forma de prevenir o câncer de mama. A ideia é que as fêmeas sejam castradas antes do desenvolvimento de suas mamas, evitando a formação dos tumores.

É importante ressaltar que, apesar de precoce, atualmente a castração é indicada somente após o primeiro cio, permitindo que as fêmeas tenham um desenvolvimento ósseo completo. Em machos, apesar de ser raro, o câncer de mama também pode acontecer por fatores hormonais.

O tratamento do tumor de mama consiste na retirada de parte da cadeia mamária ou de sua totalidade. A extensão da cirurgia vai depender da localização, do tamanho do tumor, e se há úlceras ou processos inflamatórios associados.

No caso das gatas, como mais de 90% dos tumores são malignos, normalmente é feita a retirada de toda a cadeia mamária. Quimioterapia ou radioterapia podem ser recomendados para garantir a eficácia do tratamento, evitar o aparecimento de tumores futuros ou em casos em que o tumor não seja operável.

Como mencionado, a castração é muito importante não só para o controle reprodutivo, mas também para evitar uma série de doenças, incluindo o câncer de mama. Estudos comprovam que as fêmeas castradas antes do segundo cio têm apenas 8% de chance de desenvolver câncer de mama no futuro. Antes do primeiro cio, essa taxa cai para menos de 1%.

Vet with dog and cat in clinic
Visitas periódicas ao médico-veterinário também são essenciais (Foto: reprodução)

Linfomas

Os linfomas também estão entre os cânceres mais comuns em cães e gatos. Eles afetam os linfonodos e sistema linfático.

Nos cães, a maior parte dos linfomas é multicêntrico, ou seja, afeta os linfonodos de todo o corpo. Durante a consulta veterinária, é possível observar o aumento dos linfonodos. Outros sintomas são emagrecimento e letargia.

Entre as raças predispostas ao linfoma estão Chow Chow, Basset Hound, West Highland White, Yorkshire, Golden Retriever, Pastor Alemão, Beagle, Rottweiler, Poodle, São Bernardo, Bull Terrier e Bulldog inglês.

Nos gatos, o linfoma intestinal é o mais comum, especialmente entre os gatos entre 9 e 13 anos de idade, sendo responsável por 50 a 70% dos linfomas. Normalmente, eles apresentam perda de peso, vômitos e diarreia.

Em cães e gatos, os linfomas costumam ser tratados com quimioterapia. Felizmente, os pets toleram bem o tratamento e, em 70% dos casos, não apresentam efeitos colaterais. Quando têm vômitos e diarreia, as medicações ajudam a controlar o mal-estar.

Assim como o linfoma, outros tipos de câncer e doenças também são silenciosos. Por isso, além de ficar atento a qualquer alteração de saúde ou de comportamento, é muito importante que você leve seu pet para um check-up completo anualmente, especialmente a partir dos 7 anos de idade.

O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida do seu cão ou gato. 

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães e Gatos VET FOOD.

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