Buscar na cães e gatos

Pesquisar
Close this search box.
- PUBLICIDADE -
Clínica e Nutrição

Determinar o prognóstico do câncer não é algo simples e depende de diversos fatores

Por Equipe Cães&Gatos
no hospital
Por Equipe Cães&Gatos

O diagnóstico de um animal com câncer é algo difícil para o tutor que, depois de assimilar a notícia, busca um tratamento oncológico para o pet junto a um profissional. Ao dar início ao tratamento, outra preocupação vem de encontro ao tutor: como meu animalzinho de companhia reagirá ao tratamento?

Para responder tal questionamento, o médico-veterinário deve estabelecer um prognóstico para aquele caso. Mas o que seria um prognóstico? O médico-veterinário, professor do Departamento de Clínica e Cirurgia da Unesp, campus Jaboticabal (SP), Andrigo Barbosa De Nardi, explica que prognóstico é o provável comportamento e desenvolvimento de determinada afecção. “Por exemplo, em Oncologia, o prognóstico de determinada neoplasia pode ser dependente do tipo histológico, estadiamento da doença, tamanho tumoral, entre outros fatores. Esses aspectos podem conferir menor ou maior tempo de sobrevida ao paciente, como, também, influenciar a resposta ao tratamento”, explica.

A professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelo Serviço de Oncologia Veterinária do Hospital Veterinário – UFPR, campus Curitiba –, Bruna Fernanda Firmo, conta que o prognóstico permite predizer a evolução clínica e a expectativa de vida de um indivíduo com determinada afecção. “A investigação dos marcadores prognósticos é extremamente importante, pois é por meio destes que médicos-veterinários oncologistas definem o tratamento mais adequado para o paciente com câncer. Os marcadores preditivos, por sua vez, permitem selecionar os pacientes aptos a receberem tratamentos específicos de acordo com a(s) característica(s) específica(s) da sua doença”.

Sabemos, então, que existem muitas doenças oncológicas e diversos prognósticos, mas é possível determinar um prognóstico apenas pelo tipo de câncer? De Nardi explica que pacientes com tipos histológicos mais agressivos como o hemangiosarcoma esplênico, osteossarcoma apendicular e o carcinoma mamário micropapilar possuem prognóstico desfavorável, esses tipos histológicos costumam ter comportamento invasivo e bastante metastático.  “Além disso, deve-se considerar que os estádios mais avançados da doença, por exemplo, a presença de metástase em outros órgãos possui prognóstico desfavorável. Mas de maneira mais específica, hoje, na Oncologia Veterinária há uma série de estudos para cada tipo histológico tumoral, a fim de estabelecer painéis prognósticos de expressão gênica por meio da biologia molecular, pois nem todo o comportamento tumoral está totalmente esclarecido e ainda existem várias respostas a serem buscadas por meio da realização de pesquisas”.

A médica-veterinária, doutoranda em Cirurgia Veterinária na UNESP, Campus de Jaboticabal, Michelle do Carmo Pereira Rocha, afirma que, de modo geral, em Oncologia Veterinária, os prognósticos são variáveis e os tratamentos e condutas terapêuticas buscam a maior sobrevida possível para o paciente com qualidade de vida. “Porém, isso será influenciado pelo tipo histológico da neoplasia, estadiamento da doença, o tamanho e localização tumoral, além de outros marcadores prognósticos específicos dentro de cada tipo histológico. Por exemplo, a presença e expressão de algumas proteínas no tecido histológico, como a expressão da COX-2 em algumas neoplasias, como no carcinoma mamário pode ser um fator prognóstico negativo, denotando uma capacidade de crescimento maior do tumor bem como um comportamento mais agressivo”.

Leia, gratuitamente, a reportagem completa em nossa revista on-line. Clique aqui.

(Foto: C&G VF)

Fonte: Redação Cães&Gatos VET FOOD.

LEIA TAMBÉM:

Zootecnista e adestradora canina fala sobre como manter uma boa convivência entre cães e gatos

CRMV-SP promove a 6ª Semana do Médico-veterinário, de 16 a 18 de novembro

Royal Canin lança alimento focado na primeira fase de vida de filhotes de gatos e cães