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Dia Mundial da Zoonoses: Médica-veterinária fala sobre esporotricose e melhor opção de tratamento

O Brasil é o País com mais casos de esporotricose no mundo, pois o fungo Sporothrix Schenckii é mais comum em regiões tropicais e subtropicais

Gabriela Couto, da redação

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A esporotricose é uma zoonose que vem preocupando os brasileiros, por ter se disseminado em forma de surtos epidêmicos e ter se tornado um problema de saúde pública. Manaus (AM) está passando por um surto de contaminação da doença. Só neste ano, foram registrados 80 casos de esporotricose em humanos e 88 em gatos. A Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) fará um levantamento sobre a quantidade de gatos em cada residência para identificação de casos de esporotricose felina.

Segundo a médica-veterinária e professora do curso de Medicina Veterinária, do Centro Universitário Braz Cubas, Fernanda Maris Ramos Miranda, a esporotricose é uma enfermidade localizada ou sistêmica causada pelo fungo Sporothrix Schenckii, e a infecção acontece por meio de lesões penetrantes. Ela já foi relatada em cães, raposas, hamsters e humanos, sendo, portanto, uma zoonose, apesar de ser muito mais comum em gatos. 

De acordo com a professora, os sintomas mais comuns da doença são feridas profundas, chamadas de lesões cutâneas benignas em cabeça e nariz, mas ocorrendo, também, com menor frequência, em tronco e membros. 

Toda e qualquer lesão suspeita em um animal precisa de uma avaliação veterinária, já que se trata de uma zoonose e o tratamento precisa ser realizado da maneira correta (Foto: reprodução)

Por ser uma zoonose, a esporotricose pode ser transmitida a humanos por meio da arranhadura do gato, porém, Fernanda lembra que se trata de um fungo presente em solos ricos em matéria orgânica e em decomposição, sendo mais comum em regiões tropicais e subtropicais. Então, a transmissão pode ocorrer, também, com ferimentos na manipulação do solo ou plantas. Outras espécies também podem ser contaminadas pelo fungo da esporotricose, sendo pela arranhadura do gato ou por locais infectados. 

“É importante lembrar do comportamento felino de brigas territoriais e até a demarcação de território, arranhando árvores e solo, o que contribui bastante com a disseminação do fungo no ambiente”, explica a profissional. 

Toda e qualquer lesão suspeita em um animal precisa de uma avaliação veterinária, já que se trata de uma zoonose e o tratamento precisa ser realizado da maneira correta. O diagnóstico da doença, segundo a docente, é laboratorial, isolando o fungo. “Utilizam-se antifúngicos específicos por até um mês após a melhora das feridas. Pessoas que estejam com suspeita de infecção por esporotricose também devem ir ao médico para realizar o tratamento correto”, comenta Fernanda. 

Por não existir nenhuma vacina contra a doença, a médica-veterinária diz que, “como medidas de prevenção, devemos alertar sempre que, por se tratar de uma zoonose, de notificação obrigatória, os cuidados com gatos doentes são de extrema importância, manipular o animal com o devido cuidado de biossegurança, utilizando luvas, máscaras e, em animais arredios, a contenção adequada, para evitar acidentes”. 

Castrar os animais e telar as janelas, evitando que estes tenham acesso à rua e a outros animais doentes também é uma forma importante de controle dessa zoonose.  

Segundo a profissional, por se tratar de um País tropical, o Brasil é o que mais registra casos de esporotricose no mundo, por isso, é importante conscientizar os tutores e alertar os sintomas e formas de contaminação.

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