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Dia Mundial do Gato: profissional desvenda os sete mitos mais comentados sobre a espécie

No Brasil, os gatos conquistam cada dia mais a preferência das pessoas, se tornando pet de companhia

Em 17 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial do Gato e o Brasil, com a segunda maior população de pets do mundo, nunca teve tantos felinos para celebrar. Atualmente, são mais de 24,7 milhões de gatos e o número vem crescendo cerca de 3% ao ano, rumo à liderança no universo pet, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), de 2019.

Há milhares de anos, eles fazem parte da história e da mitologia em várias partes do mundo. Com o passar do tempo, a visão mística e preconceituosa deu lugar à domesticação desses pequenos animais. Não é à toa que os gatos vêm conquistando a preferência dos brasileiros e ganham espaço como pet de companhia.

Com mais de 40 anos de atuação, o do Clube Brasileiro do Gato (CBG) foi a primeira organização dedicada à criação profissional de gatos na América Latina e a primeira afiliada à Fédération Internationale Féline (FIFe) fora do continente Europeu. Com a parceria e o patrocínio oficial da PremieRpet, o CBG trabalha com afinco para incentivar a criação responsável, oferecer cursos de formação, orientação e outras atividades ligadas ao universo felino. Atualmente conta com sócios no Brasil, Argentina, Chile e Peru, e realiza, entre suas diversas iniciativas, grandes eventos felinos periódicos na cidade de São Paulo (atualmente suspensos em razão da pandemia), gratuitos e abertos ao público.

Reconhecido como um dos principais nomes da gatofilia no Brasil, Gerson Alves Pereira, presidente do CBG, juiz internacional de gatos e criador desde 1998, está sempre a postos para desmitificar a figura do gato como um animal traiçoeiro, interesseiro e desapegado. “Felizmente, o preconceito e as crendices vêm perdendo espaço na medida em que as pessoas passam a ter contato mais próximo com os felinos e verificam que eles são dóceis, carinhosos e companhias de vida adoráveis”, afirma.

Os gatos amam seus tutores e os acompanham em qualquer lugar que escolham viver (Foto: reprodução)

A seguir, o especialista esclarece sete mitos populares sobre os bichanos.

Gato preto dá azar. Só para quem não tem! Muitos mitos negativos sobre os gatos estão ligados a superstições da Idade Média na Europa, época em que os felinos, especialmente os pretos, eram fortemente associados à bruxaria.

Gato não gosta de tomar banho. Esse é um animal muito limpo. Ele dedica boa parte do seu tempo para limpar seus próprios pelos, e estar com eles limpos e brilhantes é sinal de boa saúde. A partir de um convívio mais próximo com os humanos, surgiu a necessidade de banhos extras, para mantê-los mais adequados à vida sobre as camas e sofás de nossas casas. Acostumando-o desde pequeno, eles se adaptarão aos banhos ao longo da vida. Mas, invariavelmente, após este “banho humano”, eles tomarão seu próprio banho, para retirar o excesso de perfume.

Gatos se apegam mais ao local que aos tutores. Precisamos diferenciar os gatos que são pets dos gatos que vivem nas ruas. Os pets são apegados, amam seus tutores e os acompanham em qualquer lugar que escolham viver. Já os gatos que vivem na rua fazem questão de delimitar um território e cuidar dele.

Gatos e cães são inimigos. Quando convivem no mesmo ambiente, cães e gatos são amigos, companheiros, desenvolvem brincadeiras e têm uma relação muito harmoniosa. Cabe aos tutores serem os responsáveis por promover essa boa convivência.

Gatos precisam ter acesso à rua para exercer sua liberdade. Gatos domésticos devem viver em ambientes domésticos. Quando frequentam o ambiente externo, estão se deparando com um local hostil, o que pode diminuir sua expectativa de vida, além da possibilidade de levar zoonoses para casa. Quando o ambiente interno é limitado, o tutor deverá enriquecê-lo com equipamentos que verticalizem as atividades e os acessos do gato.

Gatos sempre caem em pé. Os gatos são muito flexíveis e, com rapidez, conseguem se contorcer e cair de pé. Isso não significa que possam sobreviver a uma queda de uma altura elevada. Lembrando que o gato, apesar da lenda, não tem 7 vidas! Devemos zelar e cuidar muito bem deles para que possamos desfrutar de sua deliciosa companhia por muito tempo.

Gatos podem beber leite. Por serem mamíferos, os gatos consomem o leite materno quando são recém-nascidos. Porém, ao longo do tempo, seu sistema digestivo diminui a produção da enzima responsável por digerir a lactose. Os seres humanos são os únicos mamíferos que, depois de adultos, consomem leite. Então não há necessidade alguma dos gatos beberem leite quando adulto e isso pode, inclusive, causar problemas digestivos.

Fonte: AI, adaptado pela equipe Cães&Gatos VET FOOD.

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