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Dia Mundial dos Animais: ONGs falam sobre a importância de adotar e cuidar bem de um animal resgatado

Por Equipe Cães&Gatos
dia mundial dos animais
Por Equipe Cães&Gatos

Gabriela Couto, da redação 

gcouto@ciasullieditores.com.br 

Os animais são muito importantes para o mundo e cada um deles é único e merece ser tratado com amor. Para reforçar a importância deles em nossas vidas e, principalmente, da necessidade de preservação de todas as espécies, hoje, 04 de outubro, é celebrado o Dia Mundial dos Animais. 

A data serve para relembrar os direitos dos animais selvagens, silvestres e de companhia, e foi instituída, oficialmente, em 08 de maio de 1931, durante o International Animal Protection Congress, na Itália. Na ocasião, as organizações de proteção aos animais decidiram oficializar a comemoração da data em 04 de outubro, por ser o dia de São Francisco de Assis, o Santo padroeiro dos animais e da natureza. 

Antes da oficialização da data, o escritor, editor e ativista em defesa dos animais alemão, Heinrich Zimmermann, organizou o primeiro World Animal Day, no dia 24 de março de 1925. Zimmermann queria fazer a primeira celebração no dia 04 de outubro daquele ano, mas, como o Sport Palace, em Berlim, estaria ocupado, ele antecipou o evento e recebeu a visita de mais de cinco mil pessoas.  

Hoje, a data é celebrada em todo o mundo, e se tornou cada vez mais necessária, principalmente, para conscientizar sobre os casos de maus-tratos. Muitos animais são abandonados, agredidos, presos e colocados em situações de risco diariamente em nosso País, por isso, os trabalhos das ONGs de proteção animal são tão necessários. 

dia mundial dos animais
Muitos animais são abandonados, agredidos, presos e colocados em situações de risco diariamente em nosso País, por isso, os trabalhos das ONGs de proteção animal são tão necessários (Foto: Reprodução)

Em Sorocaba, no interior de São Paulo, existem vários abrigos para cães e gatos que foram vítimas de abandono e/ou maus-tratos. A associação AATAN é bem conhecida na cidade e existe há mais de 30 anos, mas foi registrada como ONG apenas em 2006. A fundadora e atual presidente, Dirma Leite, começou em uma iniciativa solidária, ajudando os animais de rua, alimentando e cuidando como podia. Sua filha Daniela auxiliava bastante nesse processo, e, com o tempo, elas sentiram necessidade de abrigar esses animais, pois sabiam que, nas ruas, eles enfrentavam muitos perigos. Depois de um tempo, alguns colegas se mobilizaram e os primeiros voluntários começaram a surgir e ajudar na causa.  

Luciana Bandeira, Diretora Segunda Secretária da AATAN, conta que, hoje, a associação possui um grupo de 15 voluntários ativos, que participam das atividades semanalmente e realizam atividades remotas. “Além desse grupo, outras pessoas se voluntariam, porém, a maioria acaba ajudando de forma esporádica”, comenta.  

O dia a dia da ONG é bem cheio, afinal, eles abrigam, aproximadamente, 200 cães e 50 gatos. Dirma e Daniela, que vivem a rotina diária com eles, contam com a ajuda de algumas pessoas na limpeza dos canis e na alimentação dos animais, mas as atividades acontecem, mesmo, aos finais de semana devido à disponibilidade dos voluntários. “Aos finais de semana, temos mutirões de limpeza, banho, às vezes, feiras de adoção, campanhas de vacinação e controle de parasitas”, explica.  

Por saber que adoção é coisa séria, a AATAN, realiza um processo de entrevista, para conhecer melhor o adotante, entender suas necessidades e dificuldades. Geralmente, esse processo acontece nas feiras de adoção ou on-line. E, quando as entrevistas são finalizadas, levam o animal até o adotante. Para garantir que o animal está sendo bem cuidado, eles fazem o acompanhamento, para ter a certeza de que a relação está fluindo e o tutor não está tendo nenhum problema. “É muito gratificante poder fazer o contato e perceber que o animal está sendo amado e recebendo os cuidados que merece. A vida no abrigo é muito triste e solitária e, infelizmente, muitos animais vivem o resto de suas vidas sem uma oportunidade de encontrar uma família”.  

Atualmente, por conta de condições físicas e financeiras, a AATAN não realiza resgates, mas reconhece a importância do ato. “Nós recebemos denúncias de maus-tratos e muitos pedidos de ajuda. Mas casos como esse devem envolver as autoridades competentes, pois não temos autorização para intervir. Quando uma denúncia é feita, acontece uma investigação dos fatos, e nós não temos poderes legais para isso, então, recomendamos ligar na Prefeitura da cidade, ou, então, realizar de forma on-line, podendo ser anônima, pelo site da Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (DEPA)”. 

E mesmo não realizando resgates, animais são abandonados na frente no abrigo e a maioria vem acompanhada de muitos traumas, por conta das situações que viveram. “Infelizmente, nós não realizamos resgates, mas muitos animais são abandonados em frente ao abrigo. A maioria deles não conhecemos o histórico, e muitos carregam fortes traumas do que viveram no passado. Quando estes são adotados, é muito gratificante acompanhar a evolução e ver o quanto esses seres de luz são gratos pelos cuidados que temos com eles. Alguns são mais ariscos e demandam de um processo mais cuidadoso e demorado na adaptação para poder curar suas feridas, sejam elas externas ou internas. Mas, mesmo que leve mais tempo, é incrível acompanhar a recuperação e a gratidão que eles vão demonstrando aos poucos”, finaliza.  

Outra ONG conhecida em Sorocaba, é a Associação Anjos e Protetores, que existe, juridicamente, desde 2017. Mas, segundo Eliane Consorte, presidente da associação, o trabalho começou alguns anos antes, com seu grupo de amigas, que resgatava e cuidava dos animais. 

Ao contrário da AATAN, a Associação Anjos e Protetores, não possui um abrigo e atua em sistema de lar temporário. “Os nossos voluntários oferecem o lar temporário, abrindo suas casas para receber os cães e gatos. Alguns só recebem cães, outros só felinos e tem os que recebem ambos. Nós temos vagas específicas e controladas, porque, como recebemos em casa, não conseguimos lotar de animais, pensando na qualidade de vida deles”, explica. Eliane conta, também, que é o próprio voluntário que decide quantos animais pode abrigar e se vai receber cães e gatos, ou apenas um deles.  

O animal fica em lar temporário enquanto está em busca de uma nova família, e a Anjos e Protetores, só recebe novos animais, quando esses são adotados. “Vamos doando e, conforme formos doando, vamos resgatando outros”. 

Eliane tem, atualmente, em sua casa, 13 gatos e 10 cachorros, abrigando, também, outros sete cães em lar temporário. Ao todo, a associação conta com 16 voluntários, e cada um deles serve como tutor temporário de alguns animais, que somados totalizam em 52 cães e 34 gatos.   

A associação não trabalha atendendo denúncias para resgate, eles são feitos quando eles encontram alguma situação que necessita. “Se eu estou andando na rua e vejo um animal em situação de risco, doente ou algo assim, eu paro o carro e resgato. Damos o atendimento veterinário, fazendo todos os procedimentos necessários, de vacina, castração e o que mais ele precisar e, depois, o colocamos para adoção”.  

A presidente da ONG conta que, infelizmente, eles não conseguem resgatar todo animal que encontram na rua, por isso, o resgate só é feito nas situações em que o animal está em situação grave e de risco.  

Assim como a AATAN, a associação recebe denúncias de maus-tratos e busca orientar e entender se, realmente, é uma situação de crueldade. “Nós orientamos que a pessoa entre em contato pelo 156, que é o canal efetivo para isso, e pedimos, também, que nos mande o protocolo da denúncia para acompanharmos o procedimento. Em alguns casos, nós pedimos para a pessoa, antes de ligar para o 156, conversar com o tutor e orientar sobre a situação de maus-tratos, e isso, muitas vezes, dá resultado. Às vezes, a pessoa não coloca o animal em situação de maus-tratos porque quis, é só falta de conhecimento das coisas básicas, então, a orientação pode resolver”.  

Por não ter uma sede, o dia a dia da ONG é baseado em orientar em situações de resgate e adoção, falar sobre posse responsável e cuidar dos animais que estão abrigando temporariamente. “Durante a semana, além dos cuidados com os animais, nós organizamos os eventos de adoção, que, geralmente, são nos sábados e acontecem, simultaneamente, em três ou quatro locais diferentes. E, além disso, procuramos fazer campanhas de castração com preço mais acessível e buscamos ajuda para outros protetores, procurando ração e vacinas mais em conta”, explica. 

Para arrecadar fundos para o pagamento de todas as despesas com ração, vacina, castração e medicação, a Anjos e Protetores realiza eventos, como o Festival da Pizza, que será na próxima sexta-feira (07). 

A protetora adiciona que o adotante também passa por uma entrevista e precisa preencher um questionário antes de adotar um dos animais da associação. “Durante a entrevista, passamos todas as orientações e informações sobre o animal e a pessoa precisa assinar um termo dizendo que está apta para adotar. Também fazemos o acompanhamento pós-adoção, pedindo sempre fotos do animal e ligamos para saber todas as informações de vacinas e veterinários”.  

Eliane conta que a mudança de comportamento e do olhar dos animais após o resgate é nítida, como se eles estivessem agradecendo. “Tem uma que eu resgatei aqui, que estava com cinomose. Ela só mexia a cabeça e estava com o corpo cheio de escaras, hoje, essa cachorra tem uma gratidão, um olhar para mim que transmite o quanto é grata, é uma coisa de outro mundo, ser humano nenhum é capaz. Nós aprendemos muito com os animais, o amor deles, realmente, é incondicional e nos ensinam a cada dia”, finaliza.  

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