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Dona de hotel para pets explica agressão a cão flagrada em vídeo

Proprietária do estabelecimento afirmou que no momento do vídeo estava tentando separar uma briga entre o cão da raça Pastor-Australiano e um Yorkshire

Dona de hotel para pets explica agressão a cão flagrada em vídeo
Por Equipe Cães&Gatos
6 de outubro de 2026

Uma proprietário de um hotel para pets em Bonito (MS) foi flagrada em vídeo agredindo um cão da raça Pastor-Australiano de um ano de idade chamado Ravi.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais pelo responsável pelo animal, Vincent Lacerda. De acordo com ele, o pet frequentava o hotel e a creche desde os três meses de idade e nunca apresentou comportamento agressivo.

Por outro lado, a proprietária do estabelecimento, Ana Carla, afirma que, no momento da filmagem, estava tentando impedir a morte de Kowalski, um Yorkshire que, segundo ela, foi atacado pelo outro cão.

Ana explicou que recebeu uma ligação da filha informando que Ravi havia “pegado o Kowalski” e não o soltava.

“Eu vim imediatamente para cá. Diante de toda a situação, no ato de desespero, eu acabei dando uns tapas no Ravi, sim, no dorso, mas não foi intenção nenhuma de maus-tratos ou de ódio gratuito”, contou.

A proprietária ainda disse que tentou fazer o cachorro soltar o Yorkshire, mas não conseguiu porque Ravi responde apenas a comandos em alemão.

“O Ravi é um cachorro que só aceita os comandos em alemão, e eu não consegui fazer ele soltar, eu não consegui. E o Kowalski veio a óbito. Não teve o que eu fazer, eu tentei de todas as formas reanimar ele”, relatou.

Versão foi contestada

Já o responsável por Ravi contestou pontos do relato apresentado por Ana Carla. De acordo com ele, o cachorro frequentava a creche do estabelecimento desde os três meses de idade e nunca havia apresentado comportamento agressivo. Vincent também afirmou que a proprietária sabia quais comandos eram utilizados com o animal.

Além dissso, questionou as circunstâncias da morte de Kowalski. Segundo o relato, Ravi não apresentava marcas de sangue quando foi retirado do hotel e citou imagens feitas após o episódio nas quais o cachorro aparece próximo ao outro animal.

“Como que é possível um cachorro agredir outro e chegar a tal fatalidade sem nada? Os horários não batem, o relato do outro lado está cheio de brecha”, disse.

Vincent também questionou a estrutura do estabelecimento para lidar com situações de emergência envolvendo os animais hospedados e disse que não recebeu qualquer aviso do hotel sobre o episódio. Afirmou, ainda, que apenas soube do que havia acontecido à noite, quando conhecidos que sabiam que Ravi estava hospedado no estabelecimento começaram a enviar o vídeo.

Ao reconhecer o cachorro nas imagens, pediu que uma pessoa de confiança fosse buscá-lo e o levasse para atendimento veterinário. Segundo ele, Ravi estava assustado, com fome, sede e sujo e apresentava comportamento diferente do habitual. No momento, Ravi passa bem.

“O Ravi teve sorte. O que a gente sabe são esses fatos que eu trouxe aqui. E eu vou até o fim para saber o que aconteceu”, comentou.

Caso está sendo investigado

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na Delegacia de Bonito na sexta-feira (3), após a Polícia Militar Ambiental receber denúncias e um vídeo em que uma mulher aparece agredindo um cachorro dentro de um estabelecimento de hospedagem de animais. O caso foi registrado inicialmente como maus-tratos.

A mulher que aparece nas imagens foi identificada e levada à delegacia para prestar esclarecimentos. Aos policiais, ela relatou que tentava separar uma briga entre Ravi e Kowalski e que o cachorro de menor porte morreu durante o episódio.

Após analisar as imagens e as circunstâncias do caso, o delegado responsável entendeu que a mulher agiu para separar os animais e evitar que o yorkshire continuasse sendo atacado.

Conforme a Polícia Civil, naquele momento, não foram identificados elementos que configurassem o crime de maus-tratos. Por isso, ela não foi presa.

O delegado registrou o entendimento em um despacho e encaminhou o caso ao Ministério Público, que poderá analisar os elementos apresentados e tomar as medidas que considerar cabíveis.

Fonte: G1, adaptado pela equipe Cães&Gatos.