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EM DISTANCIAMENTO SOCIAL, SURGE O ADESTRAMENTO A DISTÂNCIA

Prática pode ser realizada por intermédio de videoconferências

Wellington Torres, em casa

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O distanciamento social, necessário para contornar a pandemia da Covid-19, está fazendo com que inúmeros setores tenham que se adaptar, inclusive o pet. Neste cenário, além do e-commerce, alguns serviços estão sendo oferecidos por meio digital, como o adestramento de cães. Mas será que essa adaptação pode render bons resultados?

De acordo com o desenvolvedor de um desses projetos, Leandro Guaglianone, da empresa Le Pet, a ação, que ocorre por intermédio de vídeochamada pelo aplicativo whatsApp, tem como objetivo acalmar os ânimos do animal e educá-lo adequadamente, com o auxílio de um profissional.

“Aproveitamos que muito dos nossos potenciais clientes estão em casa por um tempo maior e decidimos ensiná-los como melhorar a relação com seu cão por meio do adestramento, que é uma forma de evitar que o animal fique parado e acumule energia, tornando a convivência mais fácil”, explicou Guaglianone.

Para que isso ocorra, segundo ele, as aulas são únicas e de acordo com as necessidades de cada cão, pois o projeto não se baseia num curso com ensinamentos generalizados. “Ao longo de 40 minutos, vou entender o ‘problema’ dessa pessoa com seu cão e encontrar o melhor caminho para resolvê-lo, por meio de ensinos práticos, como comandos de atitudes e entonação de voz, sempre com a participação do Chucky, meu cão, que vai auxiliar na demonstração de como fazer”, afirmou o profissional.

Para entendermos quão benéfica pode ser a iniciativa, contatamos o também treinador de cães e especialista em comportamento canino, sargento Diego Santiago. Para ele, a prática é viável, mas existem alguns fatores que vão influenciar para o sucesso.

“O processo pode variar de acordo com a demanda do aluno ou do cliente. Geralmente, quando são problemas comportamentais, conseguimos realizar um treinamento com mudanças nas atitudes dos tutores ou na rotina da família e do cão. Nesses casos, acho que a vídeochamada será bem interessante”, analisou.

Contudo, Santiago defende que a intervenção profissional seja mais precisa. O sucesso vai depender de alguns fatores, como a didática do treinador, o comprometimento e a desenvoltura do tutor referente ao treino.

“Não acho que há ponto negativo na proposta, desde que seja realizada com profissionalismo, competência e segurança”, pontuou, lembrando que, neste modo, a relação do tutor com o cão pode ser muito mais beneficiada.“O cuidador vai estar presente de forma integral no treinamento, só caberá ao profissional orientá-lo da forma correta para que o resultado seja semelhante às aulas convencionais”

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